Um Estudo A Precisar De Uma Amostra Mais Equilibrada

O estudo original é Schooling disrupted, Schooling rethought: How the Covid-19 pandemic is changing education e tem o carimbo da OCDE e a autoria do nosso conhecido Andreas Schleicher e de Fernando Reimers (Harvard Graduate School of Education). Recebi a versão preliminar, em português do Brasil que fica aqui para quem quiser consultar (School Rethought VPortBrasil). Os dados recolhidos e as conclusões extraídas são razoavelmente frágeis devido à evidente distorção do número de respostas recolhidas que, na maioria dos casos, oscilam entre uma para a maioria dos países e mais de 100 ou mesmo de 500 para outros. Nas tabelas apresentadas dá para perceber que em alguns casos os dados correspondem, no essencial, às de um país (nuns casos o México, em outros a Nigéria ou a República Dominicana), estando longe de ser um panorama global. Fica como apontamento de algo que espero que melhorem muito na versão final, pois é importante que se perceba como a Educação foi tão afectada em pouco mais de um simples trimestre.

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Desculpem-me A Dúvida, Mas…

… este senhor ainda tem algum educando no sistema de ensino não-superior? A questão resulta mesmo de ignorância e quem pergunta por não saber é porque quer aprender. Nem tem a ver com a natureza das declarações, algumas medianamente sensatas, mas apenas para saber se ele ainda tem contacto directo com aquilo de que tanto fala.

Jorge Ascenção, da Confap, defendeu esta quinta-feira, em declarações ao Porto Canal, “o ensino que esperam que seja presencial, pelo menos até ao 2º ciclo” e indica que para a Confap “as escolas devem fazer tudo para que o ensino possa ser até ao final do ano presencial”, para isso “a comunicação das autoridades de saúde tem de ser mais clara e inequívoca, porque o distanciamento nas condições e espaços que temos não é possível”. Confrontado com a possibilidade de serem estabelecidos turnos nos horários dos alunos, Jorge Ascenção esclarece que “turno da manhã e da tarde para o 1º ciclo não faz sentido”.

Duvida

É Cruzar Os Dedos…

… porque eles ficam no gabinete a ver no que dá, arriscando nada. E pelo que se sabe, no caso dos professores, se forem de risco é irem para casa de baixa e pronto. Contratam-se substitutos, diminui-se o desemprego e ainda se dirá, no fim, que houve mais professores nas escolas.

Ministério ainda não tem um plano para professores e alunos de risco

Docentes e directores queixam-se de falta de orientações da tutela.

zandinga