Balanço Preliminar

Perda da maioria do PSD/CDS, mas com vitória relativa clara.

Descalabro de um PS sem rumo, sob o comando de um António Costa incapaz de perceber que o país não é Lisboa ou uma tertúlia televisiva, que acreditou nas loas que lhe teceram.

Grande resultado de um Bloco que resistiu à dissidência cosmopolita e europeísta do Livre/Tempo de Avançar.

CDU sem capacidade para crescer em termos eleitorais.

Partidos “pequenos”, mesmo pequenos. Marinho Pinto pode ficar com o lugar de eurodeputado e Rui Tavares talvez consiga aquilo que sempre pareceu a sua missão, fazer-se eleger.Foto2604

15 thoughts on “Balanço Preliminar

  1. Há mais ou menos 1h, um bocadinho antes do teu artigo, eu escrevia o que me ia na alma ou no cérebro, sei lá, no facebook:

    O que me ocorre: Passos com o irrevogável Portas ganham sem maioria absoluta, mas perto, podem erguer uma estátua a António Costa…; Costa perde e só pode agradecer a si próprio, à indigna campanha eleitoral que efetuou; ao seu anterior governo e ao amigo do peito Sócrates, o PS bem o pode enterrar…; o Bloco de Esquerda é na verdade o grande vencedor, se a contagem dos votos vier a confirmá-lo, ficará à frente da CDU, recupera a credibilidade e os deputados perdidos nas últimas legislativas… Quem ganhou?! Ninguém! Mantemos a bipolaridade do sistema político português, mais do mesmo! Agora façam-me um favor: “NÃO SEJAM PIEGAS!”… :-/

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  2. Está a tornar-se claro que os pafes não chegarão aos 40%.
    Levaram um trambolhão dos 51% que tiveram em 2011, mas passam por ser os “vencedores”.
    Se com este resultado formarem governo e o PS o deixar passar será uma verdadeira chapelada eleitoral.
    Uma maioria de esquerda no Parlamento e um governo de direita…

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  3. Alguns pontos que me foram ocorrendo para reflexão.

    – Estava a conversar com um amigo ontem e ele dizia-me isto: “Se o PS levar uma grande abada e a direita for outra vez maioritária na AR, pode ser que, no PS, surja um movimento da ala mais à esquerda que, à imagem dos trabalhistas em Inglaterra, reconduza este partido de novo, e claramente, para a esquerda, reconfigurando e reforçando o mapa desta”.

    – Por outro lado, ouvi quem dissesse que AC perderia porque, inflectindo à esquerda, não iria buscar os votos do centro que a PAF estaria a perder.

    – Eu, por meu lado, fico a cogitar onde e de que modo a esquerda (incluindo aqui o PS, para facilitar…) poderia ir buscar mais votos, perguntando-me se será legítimo incluir aí, para os recuperar?, os abstencionistas ou pelo menos um número significativo destes.

    – A subida do BE, com um discurso mais agressivo que o PCP, claro, ao PS, não quererá significar que uma posição de esquerda mais claramente anti-austeritarismo é que será o caminho para esta crescer e chegar ao poder, ou, com o BE, essa corrente atingiu o seu limiar crítico, como força de protesto mas não de poder?

    – As presidenciais, no cenário que se desenha sem maioria de nenhuma força na AR, ganham acrescida relevância. E com a maioria de esquerda, AN não verá assim subirem as suas possibilidades de vitória?

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  4. Suspeito que, nos próximos tempos, o establishment irá tentar que AC seja apeado e dê lugar a um “moderado” (como FA) que viabilize, por “sentido patriótico e de responsabilidade, para assegurar a governabilidade do país”, um governo minoritário da direita.
    É seguir os opinadeiros e recadeiros do costume nos sítios que se sabem…

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