A Sério?

O Assis? O azzzziiiiiiizzzzzeeeeee?

Acreditam mesmo que a derrota do PS se deveu à falta de centrismo do Costa e que a solução é colocar esta balofice política no seu lugar, catapultado como pseudo-mártir de uns tabefes por dar e por ser o dupont do Paulo Rangel, só com menos tiques  no alinhar dos punhos da camisa, nas europeias?

Banha por banha – descontando a minha – antes a banha da cobra bem assumida, em qualquer feira dominical.

Banhadacobra

Chumbo

Imediato. Do programa do Governo, sem ser preciso esperar pelo orçamento. A menos que o PS seja tomado de assalto pelos assis, lellos, mariasdebelém e companhia.

O PSD/CDS chegará, no máximo, a uns 107 deputados (bem abaixo dos 40% de votos expressos) contra 122 (bem acima dos 50% dos tais votos) dos que dizem opor-se às suas políticas. Elas passarão apenas se existir colaboracionismo (e é aqui que temos o perigos dos assis responsáveis e dos lellos centrais).

Claro que há gente muito inteligente a dizer que nunca foi assim, que sempre governou o que ganhou, mas a verdade é que quando isso aconteceu, para mais em coligação, não existia uma clara maioria parlamentar de sentido contrário.

Do presidente da República espero apenas miopia política e um espartilho qualquer que lhe meteram há uns anos, ainda um dia saberemos exactamente qual.

Chumbado o programa do Governo, é claro que as instituições internacionais darão sinal aos mercados para reagirem em conformidade com o plano do entalanço de todas as soluções políticas que não passem por cinzentos robôspedros e coloridos paulosbatatoons.

Mas isso faz parte do cenário, é expectável e não faz parte de qualquer regime verdadeiramente democrático. É aquele comunismo branco, pré-totalitário, da nomenklatura europeia, que aceita os urbanos mas nunca qualquer radicalismo.

E há que ficar atento aos balsemões, claro.

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Coisas Boas

O Marinho Pinto não ir perdigotar a Assembleia. A República já tem sido suficientemente enxovalhada, não precisa de ser salpicada.

A multidissidência bloquista – livres, avançados, agires e mais coisas assim – ficar do lado de fora, a ver se percebe que a sua visibilidade passa pelo espaço que lhes é dado em alguma imprensa e programas de entretenimento político nocturno. Não gosto da forma como fizeram as coisas, como encenaram uma via alternativa que mais era do que um esboço de muleta para este Tó que também esteve longe de estar bem na forma como defenestrou o outro Tó, que era fraquinho, fraquinho, mas talvez capaz de ganhar à tangente.

E não foi por falta de acesso à comunicação social que perderam para o PAN que, esse sim e independentemente de acharmos que a causa merece um partido ou apenas uma ONG ou um lobby, surgiu aos eleitores com princípios claros e não apenas com uma estratégia para chegar lá.

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