Chumbo

Imediato. Do programa do Governo, sem ser preciso esperar pelo orçamento. A menos que o PS seja tomado de assalto pelos assis, lellos, mariasdebelém e companhia.

O PSD/CDS chegará, no máximo, a uns 107 deputados (bem abaixo dos 40% de votos expressos) contra 122 (bem acima dos 50% dos tais votos) dos que dizem opor-se às suas políticas. Elas passarão apenas se existir colaboracionismo (e é aqui que temos o perigos dos assis responsáveis e dos lellos centrais).

Claro que há gente muito inteligente a dizer que nunca foi assim, que sempre governou o que ganhou, mas a verdade é que quando isso aconteceu, para mais em coligação, não existia uma clara maioria parlamentar de sentido contrário.

Do presidente da República espero apenas miopia política e um espartilho qualquer que lhe meteram há uns anos, ainda um dia saberemos exactamente qual.

Chumbado o programa do Governo, é claro que as instituições internacionais darão sinal aos mercados para reagirem em conformidade com o plano do entalanço de todas as soluções políticas que não passem por cinzentos robôspedros e coloridos paulosbatatoons.

Mas isso faz parte do cenário, é expectável e não faz parte de qualquer regime verdadeiramente democrático. É aquele comunismo branco, pré-totalitário, da nomenklatura europeia, que aceita os urbanos mas nunca qualquer radicalismo.

E há que ficar atento aos balsemões, claro.

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8 thoughts on “Chumbo

  1. Nem penses que o.PS vai chumbsr este orçamento.Vai abster—se alegar razões de estado coiso e tal.Já em Outubro Novembro de 2016 tenho dúvidas; até porque até lá a economia pode alterar—se e o deficit verdadeira,aparecer à superfície .

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  2. A Mudança só se Dá na Continuidade
    Dirigirmo-nos a alguém com a missão de que se transforme noutro, é irmos com a embaixada de que ele deixe de ser ele. Cada qual defende a sua personalidade, e só aceita uma mudança na sua maneira de pensar ou de sentir, na medida em que esta alteração possa entrar na unidade do seu espírito e enredar-se na sua continuidade; na medida em que essa mudança se puder harmonizar e se conseguir integrar com tudo o resto da sua maneira de ser, pensar e sentir, e possa, por outro lado, enlaçar-se nas suas recordações. Nem a um homem, nem a um povo – que, em certo sentido, também é um homem – se pode exigir uma mudança, que desfaça a unidade e a continuidade da sua pessoa. Pode-se mudá-lo muito, quase até por completo; mas sempre, dentro da continuidade.
    UNAMUNO

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  3. O AC sempre mostrou um complexo de querer parecer “responsável”…

    Esse foi, de resto, um dos factores fundamentais que explicam a sua derrota: a falta de um discurso claro e contundente contra as políticas austeritárias do governo e de denúncia das suas manobras de dissimulação sobre os reais resultados dessas políticas (que jamais poderia ser compensado com a ingénua exibição de um documento de “projecções macroeconómicas” para um futuro programa de governo). Essa é que teria sido uma política, uma estratégia “útil”, credora de um voto “útil” – e que explica, por sua vez, a subida do BE. Assim, não foi “nem peixe nem carne”: o PS não cativou o eleitorado do centro (que pensou que, para o mesmo, mais vale continuarem os que lá estão) nem convenceu o eleitorado de esquerda (que queria mesmo algo diferente).

    Devido a essa tendência – que espelha a indigência do conteúdo político-ideológico da sua campanha -, duvido que AC encoste a PAF à parede, como poderia ou deveria fazer. Os apoiantes das “soluções do centro”, de Maria de Belém, aproveitarão muito provavelmente a fragilidade da posição em que AC se encontra para fazerem valer as “soluções consensuais”, que evitem “radicalizações à esquerda” (e a candidatura de AN…), enveredando por uma “postura de responsabilidade” e por uma retórica de oposição “moderada e construtiva”, para o país não ficar “ingovernável”. A direita, em minoria, terá de fazer algumas cedências (“vitórias para o PS” à Francisco Assis) no que para ela é acessório – no domínio das políticas sociais, por exemplo -, com o intuito de manter o essencial: o programa austeritário supervisionado pelos eurocratas de Bruxelas e que mantém o statu quo.

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  4. Já agora, acrescento esta nota: não falei de Sócas, porque julgo que ele não teve tanta influência na decisão dos eleitores como o eco que encontrou no infoentretenimento…

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