Estudos

Hoje é dia de nova excitação com indicadores estatísticos em relação ao insucesso escolar, com a pretexto de um conjunto de estudos publicados ou apresentados em conferências promovidas pela FFMS.

Confesso que conheço apenas versões preliminares da maior parte do que foi apresentado, mas isso não me impede de reparar num curioso paradoxo nas propostas ou conclusões ou evidências, conforme se trate de especialistas indígenas ou estrangeiros ou se trate de políticos no activo ou passivo.

Estes últimos estão muito preocupados com os custos das retenções e do insucesso e o que se achou por bem designar como cultura da retenção; os especialistas internos com os factores ou variáveis associados ou causadores de tais retenções; já a especialista externa recomenda a existência de mais testes nacionais intermédios ou mesmo exames, como forma de aferir de dois em dois anos o progresso das aprendizagens dos alunos, um método que, no curto prazo, poderia traduzir-se num aumento do insucesso e, de acordo com os políticos com uma cultura da retenção das escolas. Mesmo que os tais testes e exames fossem – como os actuais – resultado de decisões políticas.

É tudo muito giro, em especial quando tentam falar na mesma língua.

Tonecas

9 thoughts on “Estudos

  1. Eu, realmente, notei uma nova agitação em mim, até fui, a correr, ler os resultados e fiquei eufórica, numa euforia irrefreada, quando vi os resultados da minha escola. A esta hora, ainda, não caibo, em tanta felicidade.

  2. “O melhor remédio que, simultaneamente cure o insucesso escolar/retenções aumentando os exames nacionais”, segundo uma síntese de tão doutos estudos, é realizar, a torto e a direito, exames da treta (i.e., martelados à conveniência) e fazer depender tudo deles (enquanto se pensa no “sucesso”, nos “rankings” e na “eficiência”, não se pensa em mais nada, como a chata qualidade do ensino ou a formação integral dos alunos como pessoas).

    E pronto, é uma receita de sucesso e poupanças garantidos!

  3. “Não é quintal. Aqui a malta diferenciada chama-lhe ‘ jardim’, mesmo que não tenha relva.”

    Concordo, embora não concorde: definir um jardim indiferenciadamente é um exercício dogmático de descrença, apenas dignos dos bate-costas.

  4. Estas últimas notícias sobre educação fazem lembrar os tremores que antecedem a erupção vulcânica. Até a velha conversa do salário dos professors versus PIB foram ressuscitar.
    Não tarda, vem aí encosta abaixo uma “nuvem ardente” em direção à aldeia dos professors.

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