Reciprocidade

Tal como em 2011 escrevi que não me incomodava especialmente que, para nos vermos livres do engenheiro, tivéssemos de sofrer quatro anos de um governo de direita, nem que fosse para nos deixar imunizados e eles não poderem dizer que não tinham hipóteses de testar as suas teorias, agora em 2015 não me incomoda especialmente que, para defenestrar estes, se faça uma inédita frente de esquerda que nunca foi experimentada entre nós e que está longe de poder vir a causar tantos danos ao país quanto os penteados do Marco António e da Maria de Belém.

Coerência nos princípios, acima de tudo.

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14 opiniões sobre “Reciprocidade

  1. Havia por aí tanta gente a reclamar que estava farta desta situação, de serem sempre os mesmos partidos a governar, de serem sempre as mesmas caras nos sucessivos governos, de o sistema estar podre e esgotado, de o país não poder continuar assim – e agora, que surgiu uma oportunidade de mudança (com a possibilidade de mais partidos entrarem no “arco da governação”), ficam assustados e agastados com a nova situação que se vive.

    As rotinas do sistema viciam…

    A malta não quer é chatices…
    “Isto nunca vai mudar!”…

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  2. Mesmo que a possibilidade da formação de um governo PS-Esquerda não se concretize, creio que devemos reter as coisas positivas que entretanto surgiram e que se anunciam ou abrem como novas possibilidades políticas para o futuro.

    Refiro-me desde logo ao facto de o BE e o PCP (sobretudo mais este) terem saído dos seus quintais e vindo para a rua que conduz ao poder. De mostrarem aos portugueses que se pode contar com eles, não apenas na perspectiva da ética das convicções (que os fez, infelizmente, e por exemplo, afastar do quadro das negociações com a troika), mas também da ética da responsabilidade, capazes de assumirem responsabilidades governativas, de mostrarem disponibilidade para suportarem também o ónus da governação, de arriscarem testar a validade das suas propostas.

    Outra coisa positiva foi o facto de a direita perder a arrogância e o ímpeto que a transportava, crendo e fazendo crer que não havia futuro algum sem ela, que as suas propostas não tinham alternativa alguma, que fora do caminho traçado não há salvação para o país, que tinha colocado a esquerda no armário dos esqueletos velhos (fantasmas que, porém, ela reanima e agita quando desespera…).

    Pena é que a cegueira estratégica do PS em relação às presidenciais se arrisque a oferecer-lhe a revanche que ela não merecia…

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  3. Durante cerca de duas dezenas de anos, fui laranja.
    Já votei também CDS e PS.
    Desde 2005, não voto em ninguém.
    Mais: não tenho partido, não pendo para lado nenhum.
    Admito voltar a votar apenas se encontrar um «projeto» que «me agrade».

    Gostaria de ver o Costa no poleiro só para ter o prazer de assistir à saída de Passos e Portas e demais trabalha. Porém, não tenho ilusões: é tudo muito semelhante, para não dizer igual.

    Siga o circo. O palhaço deve estar em Belém à espera que chegue o último bolo-rei. Este está a ser bem amargo.

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  4. Concordo a 98%, Paulo.

    Os 2% vão para um pormenor (…) que considero importantíssimo: para isso, o PS deveria ter ganho as eleições.

    Não deveria valer tudo e ser a qualquer custo.

    Mas siga para bingo que a malta só aprende passando por ela.

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  5. Reitero a 100%! Mas ainda tenho dúvidas, devido aos interesses instalados no seio do PS (ala mais direita).
    Esperando o pior (PàF), mas desejando o melhor (PS/BE/PCP), vamos aguardar serenamente!

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