Funcionalismo

Há por aí uma polémica acerca da continuidade da prática do tachismo político em final de mandato, em especial o caso de um jovem que era assessor ou qualquer coisa de gabinete, Gabriel de sua gracinha bem escanhoada e muito fotografada com a elite do CDS. Em sua defesa, vi ontem um penedo laranja, ex-líder jotista, um Duarte qualquer coisa que costuma escrever em português de aluno fraco de segundo ciclo, a dizer que ele apenas concorreu a um cargo e que até já é funcionário público e tudo.

E é aí que eu fico mais deliciado, porque aquele jovem trintão tem todo o ar de ser um convicto liberal, daqueles que acham que o Estado é um horror e que só lá trabalham parasitas despesistas como professores, enfermeiros ou mesmo médicos.

Mas isso não o impediu, em nome da sobrevivência dos inúteis, de querer encostar-se ao dito Estado, deixando a sua querida privada Ernst&Young, e estabelecer as conexões indispensáveis para chegar em poucos anos a cargos de chefia, porque é isso que todo o bom liberal (quiçá rebelde insurgente) faz na vida sem qualquer pudor, não ruborizando quando escreve baboseiras vácuas do calibre de “o importante é não parar nunca e não ter medo de arriscar”. Sim, rapaz, é um grande risco abrirem-te vaga à medida e concurso a preceito.

O nível do pimpolho é especialmente notável quando se passa por alguns sites onde deixou rasto.

Gabriel2

3 thoughts on “Funcionalismo

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