Repetição

Há muitos, muitos anos, tive 11 turmas do 9º ano, quando História tinha apenas 2 tempos de 50 minutos. Eram 2 aulas semanais para cada turma, repetidas 11 vezes.

Um suplício.

Ver mais de 300 testes era mau, mas muitíssimo pior era, pelo menos para mim, ter de repetir 11 vezes o mesmo conteúdo, com esta ou aquela variante.

Até aceitaria, com mau humor, as 11 turmas se fossem divididas pelos 7º, 8º e 9º anos, mas todas do mesmo ano? Vá lá que foi uma substituição e durou apenas uns 3-4 meses.

Há quem goste de ter apenas um nível, uma disciplina. A mim, entedia-me, porque torna o acto de ensinar repetitivo, por muito que se diga que não, que é sempre novo.

Mesmo para quem prepara sempre materiais novos ou renovados a cada ano, ao fim de, vá lá, 4-5 repetições semanais, é uma crueldade. A primeira é para testar, a segunda e terceira para afinar e entrar em velocidade de cruzeiro, a quarta e a quinta para atingir o esgotamento e a partir daí vou deixar de adjectivar.

Por isso, sou dos que não gosto do um ano, uma disciplina, anos após ano, mesmo com menos turmas. Só se consegue sobreviver com alguma sanidade, humor e um mínimo de criatividade se não nos confortarmos no automatismo.

Porky

Constitucionalissimamente

As eleições são para representantes do povo, vulgo deputados, nos quais reside o poder soberano de decidir a escolha, através da aprovação ou recusa, de um dado programa de governo que lhe seja apresentado. Existindo um governo sem maioria a suportá-lo, pode ser rejeitado. Tal como será prudente apresentar uma solução governativa com viabilidade parlamentar, apesar das sondagens.

Eu sei que ao meu homónimo Paulo interessa mais a Constituição dos Fatos (já lhe passou a fase das Feiras) e que quer refundir a actual que é mais da ordem da Política, mas… a base do regime liberal que diz defender é esta e não outra.

PPortas

Desemprego

Dizia-me um amigo há uns dias que o Costa apenas está a fazer isto (leia-se, negociar um acordo de governo à esquerda) porque, tendo saído da câmara ou é primeiro-ministro ou fica no desemprego.

É possível.

Mas também é bom que tenhamos presente que o Pedro, arruinada a relação com o padrinho Ângelo e com a Tecnoforma inactiva, ou iria para consultor de qualquer grupo empresarial – a Ongoing e a Octopharma não me parecem disponíveis – ou teria de fazer valer já os seus créditos junto da Ângela. Quanto ao Paulo, sendo insubmersível, não precisamos de nos preocupar porque terá sempre abrigo, visível ou não.

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