Admirável

Ver, ouvir e ler tantos críticos do Estado tão felizes por poderem passar mais uns meses a mamar-lhe na teta. Com jeitinho, arranjam-se concursos à media para o pilim, torneando o bilhim.

Ontem, na TVI2, o Adolfo Mesquita Nunes parecia um ganapo com défice de ritalina.

Vaca

Nada ao Mesmo

Cavaco Silva acaba de passar um problema evidente ao próximo PR, tudo graças ao seu extremo fingimento político.

O actual PR criou um factor de instabilidade imediato, desculpando-se com um a médio prazo. Desde o primeiro dia que quis indigitar Passos Coelho, apenas andando a tentar que o PS fosse atrás. O resto foi foguetório. A desculpa com a “credibilidade” e aquelas coisas europeias só me faz lembrar a forma como ele fomentou a queda do Bloco Central, o governo “responsável” que aplicou as receitas do FMI em 1985 e que ele se esforçou por derrubar com a ajuda da Nova Esperança de Marcelo.

Além disso, Cavaco Silva não pode anatemizar, enquanto PR, 20% do eleitorado, que concorre democraticamente a eleições,  em troca de umas bojardas do Pires de Lima na SIC. E tem feito, de forma mais dissimulada, o que criticou a Mário Soares: conspirar para provocar mudanças na liderança de um partido político. 

Eu nem gosto especialmente do Costa, apenas gosto ainda menos de fingimentos e hipocrisias por parte de um PR que parece tolhido por razões que um dia não sei se descobriremos.

Cavaco1

Cavaquinho

Portou-se como chefe de facção, que não é presidente de todos os portugueses, com argumentos que, se aplicados em 1985-87, o teriam livrado de nos atormentar durante 30 anos.

Muita conversa, escassa parra, nenhuma uva.

Mas percebe-se que a aposta é que o Expresso e o Observador consigam levar Assis ou criatura parecida à liderança do PS por forma a viabilizar programa de governo e orçamento para 2016.

Não acho que seja caso para falar em “golpe de estado” ou hiperbolizar algo acerca de uma figura incapaz de se elevar acima da sua própria pequenez, parecendo que não percebe que no seu discurso disse uma coisa e o seu contrário acerca da estabilidade e da constitucionalidade.

Cavaco

Superioridade Moral

Em política, em especial entre nós, não existe, na Esquerda, na Direita ou no Centrão pantanoso.

Já todos pecaram, por acção ou omissão, a nível interno ou externo. Não consigo olhar para qualquer das cliques e encontrar-lhes uma mediana virtude que justifique o exclusivo dos apedrejamentos. Já quase todos pactuaram com o que há de pior por aí, ditaduras e torcionários, por fé política ou interesse económico.

Quando recorrem à História, fazemnos a um nível de enorme indigência e a teoria política parece ter sido aprendida nos coffe-breaks das universidades estivais ou nos intervalos da formação lá da célula ou grupo de trabalho.

Havendo as excepções que fazem a regra, a verdade é que a mediocridade é muita e são poucos os que não subiram na base de compromissos em que fecharam os olhos, os ouvidos e a boca. É muito difícil encontrar uma vestal impoluta do reino políticos analistas, dos politólogos activistas e dos mediáticos comentaristas, tudo gente independente, descomprometida e ética, à espera da avença televisiva ou do contrato para escrever um livro a explicar como salvar o mesmo Portugal que eles viram enterrar anos a fio, calando-se em troca de um contrato publicitário ou de um cargo de (euro)deputado, consultor, secretário d’algo.

Parece-me obsceno que alguns apareçam a esgrimir argumentos éticos quando o seu passado, recente ou remoto, é uma sucessão de entorses a qualquer vaga ideia de pureza política.

Nem vale a pena destacar nomes, pois a doutrina Octávio Machado é tão ou mais válida na choldra política do que no lamaçal futebolístico.

Choldra

Os Radicais

Estão errados quando se limitam a canalizar o voto de protesto, não querendo fazer da parte da “solução”, apenas apontando problemas e não querendo assumir “responsabilidades”.

Mas o problema maior parece ser mesmo quando decidem deixar de estar errados e disponibilizarem-se para fazer parte de uma qualquer solução, assumindo as tais responsabilidades.

É nessa altura as veias da testa dos dupons (o rangel e o assis) começam a latejar.

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