Cavaquinho

Portou-se como chefe de facção, que não é presidente de todos os portugueses, com argumentos que, se aplicados em 1985-87, o teriam livrado de nos atormentar durante 30 anos.

Muita conversa, escassa parra, nenhuma uva.

Mas percebe-se que a aposta é que o Expresso e o Observador consigam levar Assis ou criatura parecida à liderança do PS por forma a viabilizar programa de governo e orçamento para 2016.

Não acho que seja caso para falar em “golpe de estado” ou hiperbolizar algo acerca de uma figura incapaz de se elevar acima da sua própria pequenez, parecendo que não percebe que no seu discurso disse uma coisa e o seu contrário acerca da estabilidade e da constitucionalidade.

Cavaco

18 thoughts on “Cavaquinho

    1. Mmmm… isso significa que Passos Coelho e Portas nunca o foram? Ou com a antiguidade a tua memória já se tolda?

      Lembremo-nos do assalto ao poder de Passos Coelho contra Ferreira Leite, e dos limianos negociados por Portas com Guterres nas costas do Monteiro.

      Já sei… o Einstein, o Bohr e o Aristóteles explicam numa de relatividade ética.

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  1. Não tenho nem paciência, nem tempo para traumas.
    Comportou-se como um PR?

    Como um chefe de facção, isso.
    Tem a altura do chão que pisa.
    Um dos grandes culpados de isto ter chegado à estrumeira que chegou.
    É merda atrás de merda.
    E merdosos com fartura.
    Não tenho paciência para “antiesquerdismo” primário, nem para palas.
    Os fantasmas não desaparecem com vapores de álcool etílico.

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  2. Primeiro, a primeira a melga até admite ter votado no pcp. Depois admite ilegalizar contrários. Duvido que venha a ter conhecimentos de trolha para destruir qualquer muro.

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  3. Não foi bem a comunicação do PR; foi a de um porta voz da PAF: repetiu todo o argumentário que os seus representantes têm vindo a utilizar.
    Se dessem ler a um observador exterior (que conhecesse minimamente a situação portuguesa) o discurso de Cavaco, este dificilmente não o atribuiria a PC, a PP ou outro dos seus acólitos.

    Cavaco fez o que nenhum PR até hoje tinha feito: colocou-se ostensivamente, agressivamente contra uma parte do povo português (cerca de 1 milhão…), considerando os seus legítimos representantes “deputados de segunda” e a sua opinião “politicamente incorrecta” (literalmente).

    A parte mais substantiva do seu argumentário é absolutamente reveladora: invocou os tratados europeus (de Lisboa, TO e PE) para excluir da área da governação aqueles que se lhe opuseram. Ora, tais tratados são precisamente aqueles que retiraram a soberania aos parlamentos e às vontades nacionais (não foram de resto sufragados pelos povos europeus) para a entregar ao autoritarismo eurocrático. Está claro o que Cavaco defende, mas que o faça de forma tão facciosa é que poderá surpreender aqueles que ainda lhe reconheciam alguns resquícios de imparcialidade ou de senso democrático.

    Tão faccioso que não hesitou em contradizer-se flagrantemente para alcançar os seus objectivos políticos e satisfazer as suas obsessões ideológicas: discursou e doutrinou durante tanto tempo a favor da estabilidade e do consenso – e acaba por optar pelo seu contrário, precipitando o país na instabilidade.

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