7 thoughts on “Telégrafo

  1. E o que me dizem de um Referendo?

    Vejamos:

    – Temos interpretações dos resultados eleitorais para todos os gostos.

    – Temos os mais variados somatórios que os actores fazem de forma a provar o que as suas cabeças acham que é claro e indiscutível.

    – Temos um presidente que parece não aceitar a legitimidade dos votos de certos partidos.

    – Temos uma coligação vencedora das eleições que diz que estamos perante uma usurpação do poder, não entendendo a legitimidade mais do que óbvia das pretensões de outros partidos.

    – Temos uma aparente coligação de partidos que diz ter uma maioria que garante a estabilidade necessária para governar, esquecendo-se de que uma maioria parlamentar de três forças distintas que se unem pela primeira vez não é garantia de nada.

    Daí que, no meu entendimento, seria interessantíssimo saber o que o POVO pensa sobre o assunto – o tal POVO que votou nas eleições e que vê o seu voto ser utilizado para as mais estapafúrdias interpretações.

    Eu, pessoalmente, gostaria de dizer o que penso sobre tudo isto através do meu voto.

    Tal como o governo grego levou um referendo para a rua, porque não faz este governo ou o parlamento um referendo sobre se somos a favor ou não desta coligação de esquerda ser empossada pelo presidente caso a maioria dos deputados vote a favor de uma moção de rejeição ao programa deste governo?

    ——— Quem tem medo de um referendo sobre toda esta situação que estamos a viver? ———

    O presidente? A direita? A esquerda? Todos eles?

    Ou… a maior parte de nós?

    1. Nada disto é especialmente novo, Maurício.
      Se as eleições, para alguns, são cheques em branco para fazerem e desfazerem o que prometeram, então qual o problema de se arranjar uma solução maioritária, no quadro parlamentar, dentro do que é absolutamente constitucional?
      Nada disto é novo, nem sequer a nível europeu.
      O único problema é que há malta aterrorizada, ainda, com o pessoal do Bloco e do PCP.
      Eu que até levei bem no lombo de alguns deles, não tenho mais medo deles do que dos betos do CDS.

  2. Falando de repetir a História (o que pode ser cómico ou trágico, ou neste caso uma tragicomédia de qualidade duvidosa)…
    o PR prepara a sua ausência no estrangeiro na altura das mais do que previstas moções de censura ao novo/ velho governo.
    Mas nem Itália é o Brasil, nem o que vai acontecer será uma surpresa que apanhará o PR desprevenido, nem o governo de Passos é uma novidade ainda em estado de graça, nem Cavaco é Mário Soares.
    Enfim, apenas se confirma mais uma vez que o “nosso” PR é dado a rancores antigos e tenta a vitimização com argumento plagiado.
    É melhor beber um chá, mas sem bolo rei. Não queremos que se engasge.

  3. Paulo,

    Por vezes gosto de por o laço para ver quem vem logo a correr.

    Concordo com tudo o que dizes e acho que não há necessidade de qualquer referendo.

    Tal como acho que o argumento de que a maioria do povo votou contra a coligação ou que a coligação perdeu as eleições, para justificar a coligação da “esquerda”, é errado.

    Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, pois vão ser interessantíssimos.

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