Prazer

Quant@s de nós ainda conseguimos chegar ao fim do dia satisfeit@s com o nosso trabalho diário?

Apesar de tudo o que se tem passado?

É complicado… muito complicado o quotidiano docente, em especial em alguns contextos.

Como conseguir extrair o ânimo suficiente para encarar o novo dia sem ser como uma obrigação laboral, a cumprir apenas na base do profissionalismo?

(desconto aqui aquelas criaturas que m’envergonham de partilhar a profissão)

Há momentos que nos compensam profundamente, e tod@s os conhecemos, mas até que ponto vamos resistindo no limiar do desânimo?

Até que ponto é possível chegar ao fim do dia e sorrir, porque antigos alunos nos procuraram, só pelo prazer de nos reencontrar?

frases_ironicas

7 opiniões sobre “Prazer

  1. Ainda hoje dizia que uma determinada turma (minha há 3 anos…) era como um cavalo árabe de quem eu segurava as rédeas: nervoso, assustadiço, prestes a escoicear, relinchar, explodir, a qualquer momento. Dar-lhes aulas é correr sobre o fio da navalha. Não são agressivos nem mal educados, não é isso,…e adoram pôr-me a falar disto e daquilo. Tratam-me a pão-de-ló mas com a intenção de eu me por a falar de tudo menos da matéria. Não pode ser.
    Com os mais pequenos, que ainda não me conhecem estão neste momento a pisar todas as linhas no comportamento…ultra-cansativo. O voc está a desesperar-me porque não há mau comportamento mas os neurónios deles estão desligados. Fico eu exasperada pela paciência que tenho de ter. Nas AEC´s estou a delimitar tb os comportamentos aceitáveis.
    Boas surpresas : um 1º ano que bate palmas por cada experiencia que faço, umas meninas de 2º ano super bem comportadas (a trabalheira que me deram o ano passado…) e uma turma de crescidos que se interessa por bioquímica (é raro…).dois projetos que me interessam na escola. Saldo: 3 turmas em 5. Não está mal.
    Depois tenho o face e montes de artigos interessantes, tenho a horta, tenho uma família linda e tranquila.
    Falta-me o sol em dias de inverno mas a neve já começou a cair.

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  2. Vivemos no “limiar do desânimo” e da irracionalidade.

    A escola pública está ao serviço de objectivos de dominação económico-ideológica que nada têm que ver com as nobres finalidades que lhe são acometidas no papel e nos discursos oficiais (possibilitar a igualdade de oportunidades e favorecer a mobilidade social ascendente) nem com o papel que os professores se atribuem a si mesmos (promoção da formação integral e específica, assim como de valores universalistas,). A escola pública serve para manter os pirralhos das classes mais baixas entretidos e para justificar a ideia de que todos têm acesso à educação (esta ideia reforça, a fortiori, o preconceito classista: o insucesso e o aproveitamento mais baixo dever-se-iam à “natureza” deste tipo de alunos, que “não merecem nada”, ou aos professores, que “não são eficazes, e que deviam ser postos na rua).

    (Já agora: não deveria ser: “Quantos de nós ainda conseguem…”?).

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