Uáite Nigas

São os nigas muito uáites, sempre a bombar com a aparelhage’ do chaço a passar à porta das escolas para atrair as beibes. Os uáite nigas são muito mais nigas do que os nigas, mesmo se é tudo fancaria, miolo furado e cueca borrada se aparecer um gansgta legítimo. Até já começam a aparecer quase de meia idade para ter juízo na careca a esconder a careca, janela aberta com tatuagem bué curtida, madjé.

Tá-se.

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Keep it real, man!

A Voz

Há pessoas muito mais inteligentes, sensíveis e pedagogas do que eu que dizem que não devemos elevar a voz nas aulas, que isso é um sinal de fraqueza ou descontrole ou mais qualquer coisa muito profunda que essas mesmas pessoas inteligentes, sensíveis e pedagogas acham.

Eu, por acaso, gosto de algum choque de silêncio.

Mas isso passa-me quando percebo que é isso que querem e então demonstro que só é pavarotti quem pode e não quem quer. E tudo fica resolvido, mesmo se eu assim provo ser pouco inteligente, pouco sensível e pouco pedagogo. E se querem que a sala de aula seja o faroeste, então eu sou o luquiluque e não gosto de daltones.

Sinatra1

Da Civilidade

Car@s encarregados de educação (eu incluído), por favor… ensinem @s voss@s ditos@s educand@s que as escola e as salas de aula são espaços públicos, de convivência social, em que se devem seguir regras muito básicas de etiqueta e cortesia. Em vez de ensinarem aos vossos ditosos rebentos que não devem aceitar ordens seja de quem for ou que “ai de quem disser/fizer alguma coisa ao meu filho” ou “filha, não te agaches a ninguém, nem àqueles merdas dos professores” e em vez de acharem que são santíssm@s, injustamente acusados do que quer que seja, pois a “culpa é das companhias que el@ lá em casa é um amor e nunca seria capaz de fazer isso”, ensinem-lhes antes que os palavrões – úteis, sim, em várias circunstâncias – não são para ser gritados a cada 10 segundos pelos pátios e corredores das escolas e que à porta das salas não se bate a murro ou pontapé. E já agora, se não for pedir muito, que da porta da sala para dentro se comportem como na sala lá de casa quando chegam visitas, pelo menos quando há o hábito de tratar as visitas com respeito, sem as ignorar com berros, empurrões às cadeiras ou atirando o que está à mão para cima das mesas.

Muit’agradecido e quando quiserem podem sempre confirmar in loco o que acima se escreve de forma algo jocosa, mas garanto que realista.

Sim, claro, eu percebo que alguns leitores poderão achar que, eventual ou realmente, eu estou a queixar-me de “coisas perfeitamente naturais para a idade” e que, em boa verdade o senhor papá e a senhora mamã acham o mais normal berrar a plenos pulmões quando falam ao telemóvel, estacionar nos lugares para deficientes, ignorar qualquer regra de condução ou achar que o arroto público é apenas um acto de respeito para com a nossa herança muçulmana e o coçaganço genital uma manifestação de admiração para com o sexo oposto.

Mas isso não quer dizer que seja assim e que todos devamos continuar a viver ao nível do neandertalis tecnologicus.

E respeito sem respeito, confesso que não.

Happy

Profissionalismo

Tal como escrevi sobre o imenso desgaste que praticamente todos (pessoal docente e não docente) sentimos nas escolas, também me apetece escrever sobre as graves consequências da falta de profissionalismo de quem – usando os mais variados argumentos e álibis – só prejudica a vida em comum de todos os que andam pelas escolas do nosso país.

Não falo daquelas pessoas que nem sempre conseguem cumprir tudo da melhor maneira porque os danos já foram muitos e as regras em vigor deveriam permitir-lhes uma aposentação antecipada com dignidade e não andarem a esticar mais anos lectivos porque a isso são obrigadas.

Falo mais de quem até capaz de verborrear muito sobre a competência alheia e a maneira certa de fazer as coisas quando, lá no seu quintal, é uma desgraceira desgraçada, só encoberta pelo pavoneamento, com dois efeitos muito complicados:

  • O primeiro é que, ao fazerem mal, ao não fazerem, ao arranjarem maneira de se encostar, sobrecarregam os colegas que se vêem encostados à sorrelfa ou que, para que as coisas não corram mal, se sentem obrigados a acudir às necessidades.
  • O segundo é que, por muito que pensem o contrário, os alunos detectam muito rapidamente quem anda por ali a encostar-se e isso é multiplicado por dezenas de olhares por dia. Ou centenas a cada semana que por ali (não) andam. E isso ajuda a descredibilizar e complicar o trabalho alheio.

E isso chateia. Em especial, a partir de um certo nível de repetição, é muito difícil encontrar justificação para a combinação da gradiloquente retórica com a pobreza dos actos.

Turd

NATO

Não merece grande polémica – quanto muito ser entrave a um possível acordo de governo – a permanência numa organização militar cujas suas tropas nem sequer conseguem ultrapassar um areal grandolense.

Berliet