Expectativas

Em matéria de Educação são baixas em relação a um governo do PS, apesar de uns retoques cosméticos no programa de Governo, para dar a entender que o Bloco e o PCP não acrescentaram nada.

Mas a verdade é que eram baixíssimas em relação à coligação.

Assim, os queirozes&muñozes continuarão a entrar por ali dentro, mas ao menos devem começar a bater à porta.

Quanto ao resto, os professores continuarão a ser os mexilhões onde tudo bate, desde a culpa do insucesso dos alunos ao despesismo orçamental. Basta ver que nem uma palavra sobre a revalorização da sua situação profissional.

Portanto, nem me move o argumento corporativo no apoio a esta solução governativa que agora parece pronta para enfrentar os bloqueios ideológicos presidenciais..

Burro2

4 opiniões sobre “Expectativas

  1. Há uma coisa que ressalta logo: depois do que NC fez – fez tudo o que conseguiu para rebaixar a Escola Pública e a qualidade na Educação -, o seu sucessor teria que se “esmerar” muito para não conseguir fazer um pouco melhor.

    Por uma curiosa – mas não fortuita… – ironia, NC destacou-se no seu mandato por ter conseguido levar por diante quase tudo o que de pior MLR projectara para a Educação. De facto, o discurso “anti-eduquês” de NC, revelou cedo a sua inconsistência, quer em si mesmo (os objectivos que se foram revelando contradiziam os pressupostos), quer com os enunciados práticos que dele emergiram. Partindo de uma perspectiva ideológica na aparência bastante diferente do de MLR, acabou por evidenciar uma profunda afinidade estrutural com a visão daquela: por um lado, uma concepção tecno-burocrática do ensino e da escola (a verdadeira base do “eduquês” que, por isso mesmo, tanto pode ser de “direita” como de “esquerda”), por outro, uma profunda desconfiança em relação aos professores (cavando assim a erosão do papel e do estatuto destes).

    Tendo em conta esta “herança” – que torna o PS alvo de legítima desconfiança e de baixas expectativas … -, o ME que vier a tomar posse, se souber apaziguar o sector pela positiva (não pelo silêncio sobranceiro ou displicente), nomeadamente, se reatar o diálogo com os docentes, se os respeitar, se conseguir levar por diante medidas concretas para “desafogar” a escola das peias burocráticas e administrativas que sobre ela impendem, já conseguirá que pensemos que valeu a pena a mudança. Que houve alguma mudança.

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