Boas e Más Maiorias

Maiorias parlamentares “negativas” para derrubar o governo minoritário de Sócrates: boas e legítimas!

Maiorias parlamentares “negativas” para derrubar o governo minoritário de Passos/Portas; más e ilegítimas!

Acordo pontual de posições para chumbar o PEC IV: excelente!

Acordo assinado para apoiar um governo: frágil, péssimo!

Posso ser casmurro, mas quer-me parecer que há demasiada gente a usar o duplo padrão na análise politológica.

Double

9 thoughts on “Boas e Más Maiorias

  1. Essa coisa das maiorias parlamentares negativas é um argumento ridículo dos defensores deste governo.

    Já sobre o acordo, só o facto de serem acordos, para mim, já demonstra que falha aí qualquer coisa, Paulo.

    Compreendo que queiram relativizar a coisa, dando a entender que BE e PCP num governo, um único acordo entre os três ou o facto de Costa assumir que não foi feito o acordo que daria mais garantias de estabilidade, são coisas de somenos. Mas dificilmente serão, Paulo.

    São sinais de uma fragilidade que, para o que se pretende fazer, não indiciam nada de bom.

    O acordo para chumbar o PEC não carecia de uma garantia futura entre os intervenientes.

    Os acordos para apoiar um governo minoritário que possibilitem, além da queda de quem ganhou umas eleições, uma estabilidade governativa, têm, a meu ver, que ser consistentes, ou seja, têm que garantir compromissos de todos os intervenientes.

    O PS, com estes acordos, tornou-se refém do BE e, principalmente do PCP.

    Se isto até pode ser bom no futuro? Sim, até pode.

    Mas que é um péssimo sinal, não tenho dúvidas.

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    1. Desconheces que, mais do que os próprios católicos, os comunistas são altamente disciplinados e se acharem que esse é o seu interesse estratégico, votarão fielmente muita coisa, mesmo que não seja o que mais desejam.

      Eu sei de algumas formas fáceis de os testar e acredito que não seja o único.

      Mas também sei que eles sabem que nós sabemos.

      Resumindo… se decidiram apoiar um governo Costa irão apoiá-lo com maior fidelidade que muitos lellos.

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      1. Tenho a certeza absoluta de que sim.

        Mas a questão é que o “casamento” (uma união que nem de facto é, para mim) não foi de dois, e aqui é que a porca vai provavelmente torcer o rabo.

        Penso que saberás que a coisa esteve, em certos momentos da semana passado, por um fio.

        Tudo porque houve grandes desentendimentos entre o PCP e o BE e, consequentemente, entre o PCP e o PS.

        Vou ficar por aqui pois não quero que o meu passarinho deixe de cantar, mas acho que sabes do que estou a falar.

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  2. Talvez o facto de ser engenheiro não me permita efectuar história comparada entre objectos separados por tempos e substâncias do devir não circular e irrepetível. Poder-se-ia aplicar a Estatística, mas esta não lida com dados do futuro – nem com qualquer tendência do conhecimento actual.

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  3. Algumas observações ao comentário do Maurício.

    – Os governos minoritários têm as suas vantagens – têm de negociar. (Quantas vezes não lastimámos o “quero, posso e mando” de anteriores governos?…).

    – O BE e o PCP não ficarão também em bons lençóis se o eventual governo AC não se aguentar. (A tese de “um PS refém da esquerda” é cara a Assis e percebe-se bem porquê…).

    – Os acordos e os governos avaliam-se é na prática. (Nenhum acordo é: um fim em si mesmo; uma garantia de boa governação).

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  4. “Consistómetro” – instrumento de medida da consistência de um acordo ou de uma coligação.
    “Garantómetro” – instrumento de medida da garantia de estabilidade.

    Estabilidade = garantia do “Até que a morte nos separe” – fim à mudança e fim aos ímpetos reformistas…
    – nada como a tal de democracia da tradição (qual mudança, qual quê), nomeadamente a tradição que os perpétua no poder (só não vale, mesmo, a tradição do subsídio de férias e do 13º mês, a tradição dos feriados (até o da independência), a tradição do direito à remuneração pelo trabalho realizado, a tradição da contratação colectiva (e veja-se, acordos internacionais assinados pelo país), a tradição da escola pública enquanto garantia de promoção e ascensão social (basta olhar para muitos deles),… ele há tradições e tradições…
    – nada como os ímpetos reformistas de governações de direita (só não valem, mesmo, os ímpetos reformistas dos votos dos portugueses que elegeram maioritariamente deputados de partidos e ou coligações que não são de direita… ele há ímpetos reformistas e ímpetos reformistas

    Presidente da república= o indivíduo que está acima da constituição (cruzes, canhoto… se isto fosse um regime parlamentar puro contavam apenas as eleições, isto é, os deputados – de todas as bancadas – que os portugueses elegeram … tadinhos já tinham morrido todos com convulsões que isto de “não serem piegas” e de “abandonar as zonas de conforto” é só para os outros…

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  5. Não é casamento, para mim, parece mais uma ‘amizade colorida’, tipo faço sexo contigo mas não quero compromissos, só coisa de cama, posso, a qualquer momento, colorir-me com outra qualquer pessoa.

    Acho bem,. É o Amor Líquido do Zygmunt Bauman, modernices…

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