Imaginemos

Um país, uma cidade, várias cidades, onde os rebentamentos são diários, as mortes às dezenas e centenas o único quotidiano certo.

Não daria vontade de fugir? Mesmo em barcos daqueles que podem afundar?

Nada disto é relativização, é exactamente o inverso. A percepção do absoluto terror como único horizonte para quem fica.

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3 thoughts on “Imaginemos

  1. Custe o que custar dizer isto, não há menos humanidade na Síria que em França.
    As quase 200 pessoas que morrem diariamente na Síria não são menos dignas da mais alta consideração que devemos a quem é humano como nós que os franceses/europeus que morreram em Paris.

    Se não se compreende realmente isto, se não se sente mesmo isto, se não tiramos todas as consequências disto – então não merecemos um futuro melhor que a barbárie.

    Há coisas que têm que ser ditas!

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