Pobrezinhos, Mas Educadinhos?

O Atlas da Educação é uma publicação do CNE que vai ganhando qualidade e profundidade nas suas análises, ultrapassando o estatuto de mero repositório estatístico.

O relativo a 2014 já foi publicado e traz algumas constatações curiosas, sendo uma delas o facto de, sem crescimento do PIB, o desempenho comparativo de Portugal em termos educacionais ter sido, em termos internacionais, dos que mais cresceu.

Esta conclusão, se assim se pode dizer, é interessante e contraria as teses catastrofistas sobre o desempenho do nosso sistema educativo que muitos gostam de espalhar para afirmar que é necessário andar sempre a reformá-lo. Em boa verdade, até pode contrariar a tese do próprio presidente do CNE que, recentemente, repetiu que ele é “ineficiente”.

Apenas me preocupa que, de uma constatação favorável  para o período de 2000-2012 se possa extrapolar a conclusão de que, já agora, o desinvestimento na Educação também poderá acontecer sem que isso acarrete consequências negativas para o desempenho dos alunos, legitimando políticas recentes com esse sinal.

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