Os Espertos-Chicos

É aquela malta que tem uma ideia asinina e acha que é o máximo da genialidade. Há de todas as cores e credos, mas agora dá mais gozo bater nos direitinhos.

De acordo com a sua ideia de spin, o facto de um eventual governo do PS não ter quaisquer elementos do Bloco ou do PCP é a prova provada da fraqueza dos “acordos”.

Mas, acaso aparecessem quaisquer ministros ou secretários de Estado daqueles partidos, ai-nossa-senhora-de-fátima-em-cullotes que eles vão ter acesso a informação privilegiada e ainda vendem os segredos da NATO à Coreia do Norte e o tio Aníbal das cagarras já tinha justificação clara clarinha para impedir a indigitação de um tal governo.

Às vezes dizem que sou arrogante ao realçar a imbecilidade previsível destas criaturas de uma só sinapse de cada vez. Mas é impossível ser de outra forma.

Insurgente

 

Bizantinices

O Filinto Lima escreve sobre o “monstro” em que se tornou o ME(C), mas é necessário dizer-se o que entendemos por isso. Nuno Crato cavalgou essa onda e prometeu uma implosão.

O resultado é que debilitou a máquina do ministério em meios humanos para resolver problemas, tendo deixado intocados – ou agravando – os procedimentos burrocráticos que o precederam.

Ou seja, ficou por fazer o mesmo ou mais com menos meios. O tal mais com menos, de que tanto pareceu orgulhar-se. Só que ficou ineficácia numas coisas e prazer masturbatório pelo detalhe da alínea do número da portaria em outras.

A função regulatória do ME(C) não pode ser apagada, bastando para isso a sua inoperância proverbial em relação à fiscalização do ensino privado ou a morosidade arquivadora extrema de inquéritos sobre matérias sensíveis como os exames e eventuais fraudes. Assim como há recursos que não podem ficar mais de um ano na gaveta de quem acha que tem mais do que fazer do resolver a vida alheia.

Fundamental é uma reformulação profunda dos procedimentos, porque se há coisa que se transmite do topo para a base é o gosto por, perante um problema, produzir documentos sobre ele em vez de agir de forma eficaz, esperando sempre pela autorização (des)necessária com medo da consequência imprevista. Nada como acumular camadas de papel, real ou virtual, para ver se o problema fica encoberto debaixo de tanto aparato e se fica bem no relatório final.

Ousadia