Atroz

Ver e ouvir Passos Coelho a tentar fazer toda a gente passar por parva, o que é mais confrangedor quando ele não é propriamente dotado de mais do que de um chico-espertismo mal envernizado.

Que não, que aquilo da sobretaxa não foi uma enorme aldrabice pré-eleitoral – a isso já os seus acólitos não chamam fraude – e que ele sempre pensou que seria possível devolver “entre um quinto e um quarto do valor”, quando o que prometeram foi bem acima disso e tudo veio a escorregar para zero em menos de um mês.

Há alturas em que não devemos de chamar mentiroso e quem diz mentiras e deixarmo-nos de rodeios ou fórmulas de politiquês. Passos Coelho deve achar que, talvez por não ser possível achar qualquer rasto documental, não é possível “provar” que aldrabou para que as eleições não se lixassem. Aldrabou e mentiu, sendo apenas deprimente que o tenhamos de aturar a fazê-lo com aquele ar de sonso, como se tivesse acabado de receber a hóstia depois de se achar livre de pecado, após auto-absolvição.

Passos

One thought on “Atroz

  1. A mentira está-lhe colada como uma segunda pele. É todo um modo de ser e de governar.
    Ele e o irrevogável fazem uma bela dupla!…

    E, como refere o post, não deixa de ser interessante verificar que é escumalha desta, com os respectivos correligionários, que mais acusa os outros de “fraude eleitoral”…

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