Agenda

Porque gosto de debater fora do meu quintal 🙂 … mas cada vez mais, apenas fora do período lectivo… :-).

ISEG

No próximo dia 21 de dezembro, entre as 17 e as 19 horas, realizar-se-á o debate “A aposta no ensino profissional: educação, emprego e competitividade” no Anfiteatro 1 do ISEG (Rua do Quelhas, 6, Lisboa).

O papel do ensino profissional regressou ao centro do debate sobre políticas de educação. Será que este melhora ou condiciona as perspetivas de futuro dos jovens? Que impactos na economia e no emprego? Uma análise económica do impacto do ensino profissional pode ser encontrada no IPP Policy Paper 4: “O rendimento do ensino vocacional”.

Neste evento, Alexandre Homem Cristo, Paulo Guinote, Pedro Martins, e Sofia Oliveira debatem o tema do ensino profissional e, a partir daí, as relações entre educação, economia e emprego, bem como o papel das políticas públicas de educação. A moderação estará a cargo de Pedro Pita Barros.

Alexandre Homem Cristo é conselheiro nacional de educação, doutorando no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e autor do estudo Escolas para o século XXI.
Paulo Guinote é professor do ensino básico, doutorado em História da Educação, e autor do ensaio Educação e Liberdade de Escolha.
Pedro Martins é professor na Queen Mary, University of London, e ex-secretário de Estado do Emprego.
Pedro Pita Barros é vice-presidente do IPP e vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa.
Sofia Oliveira é economista e autora do IPP Policy Paper 4: Returns to vocational education.

Os lugares são limitados. Garanta desde já o seu lugar, inscrevendo-se.

Inevitável?

A cinco semanas das eleições presidenciais, parece-me evidente que irá ser necessária a desistência de Marisa Matias ou Edgar Silva na primeira volta, em favor de Sampaio da Nóvoa, para se garantir que não existe uma segunda volta entre Marcelo e Maria de Belém. Porque já se percebeu, pelo aparato em redor das aparições dos dois candidatos na área do PS, que há uma que tem muita gente e poucas bandeirinhas e meios logísticos e outra que tem uma certa tralha do costume, mas muito material de propaganda e bandeirinhas, influência comunicacional para transformar o vazio em algo, porque quem tem Jorge Coelho e os lellos não navega em austeridades. É, por isso, muito arriscada a estratégia de 4 candidatos do PS para a Esquerda, na crença de que assim se fixa todo o eleitorado da Esquerda, garantindo uma segunda volta. O problema é que, com um PS dividido, se corre o mesmo risco de 2006, quando Alegre ficou pelo caminho devido a uma divisão que agora o próprio está a ajudar a criar. E uma segunda volta entre Sampaio da Nóvoa e Marcelo é essencial, porque Maria de Belém, enquanto presidenciável, é apenas uma criação daqueles que não gostam de candidatos sem arreata. E vai ter de ser o Bloco, ou o PCP, a fazer o sacrifício indispensável para que não se fique sem alternativas. Porque o PS se amarrou a si mesmo.

MariaBelem

Será Raro?

Cá por casa há dois professores, colocados em quadro de agrupamento após quase vinte anos de deambulações (em área não muito alargada, é certo), sem recurso a requisições, destacamentos ou mobilidades, através de concurso nacional e regras claras, sem projectos ou outros méritos de objectividade variável e subjectividade apreciável. A petiza vai no seu percurso, sempre nas escolas da sua área de residência. Cada qual e cada um@ em sua escola, com vintenas de quilómetos de permeio em nome da autonomia, sem recurso a favores e por vezes à custa de umas quantas dores.

Não sei se é raro mas, ao estar quase a terminar o ano de 2015, apeteceu-me este desabafo, lá se saberá porquê, no meio deste quintal, na esperança, talvez, que nem todo o mirone parta sem nada com que pensar e contar.

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Cortesãos

Ou cortesãs. São as criaturas que orbitam as esferas do poder, trocando prebendas e privilégios pela informação colhida aqui e ali, fazendo passar por mérito a capacidade de gerar discórdia por via dissimulada. Vegetam nas frinchas das divisões que ajudam a criar. São uma realidade tão antiga quanto a primeira estrutura desigual e não partilhada de poder que existiu no mundo. Quem leu A Zaragata, reconhece os detritos.

tullius