SporTV

Nunca assinei, nunca fiz qualquer intenção de assinar e acho que recusaria, por questões de princípio, mesmo que ma oferecessem com uma cereja e chantilly em cima.

Cresci a ver todo o tipo de desporto na RTP… foi assim que aprendi a gostar de râguebi, de ténis, que segui a fórmula 1 dos tempos heróicos, que pude apreciar hóquei em patins, andebol, atletismo, patinagem artística… a final da Taça de Inglaterra, de tudo um pouco.

Quase tudo isto foi sendo retirado da televisão pública para oferecer, num negócio de regime, aos Oliveiras da SporTV, com beneplácitos bancários e cumplicidades diversas, da própria PT a tutti quanti da política, daqueles que adoram camarotes e bancadas de honra, borlas diversas e não sei se fruta também, aposto que sim, mamões, de preferência.

Consta agora que, meia dúzia de canais depois, após açambarcarem quase tudo, andam com seis milhões de euros de prejuízo e um tipo interroga-se como é possível… como é que a nossa elite empreendedora que tanto conseguiu à custa de negócios em que exauriu o Estado dos seus recursos, consegue ter prejuízo numa área que, em outras paragens, é milionária?

O que ganhou o país com este tipo de negócios que, em nome da concorrência, desaguam em buracos financeiros imensos? Como é que um monopólio – a BTV apareceu há muito pouco tempo – numa área destas dá prejuízo? E quem é que o vai, mesmo que indirectamente, pagá-lo, para além de todas as mensalidades que tantos já deram para o peditório?

Con Artist

 

 

Cobaias

O FMI reconhece que andou a fazer experimentações com os países do sul da Europa e admite que mais valia ter feito o que lhes foi dito desde o início que deveriam fazer. Admitir o erro é uma atitude certa, mas não consegue compensar os males que fez a milhões de pessoas. Fosse isto uma disputa entre uma empresa do regime e o Estado e daria uma indemnização das boas. Assim, escreve-se um paper a dizer que para a próxima é diferente e faz de conta que está tudo bem. Não está e, já agora, seria sinal de um mínimo de dignidade que o Pedro e o Paulo também admitissem os seus profundos erros, só não se percebendo se resultado de pura ignorância se de desforra social bem consciente. O anti-PREC de 2011 a 2015 é um período negro da nossa História, com políticas sociais criminosas, que não deveria passar de forma impune. Os prequinhos são sociopatas que não podem ser deixados, de novo, perto do poder de fazer mal. Quem despreza e opta por entregar o seu próprio povo a este tipo de desmandos é tão mau quanto quem o endivida sem remorso. A vacina está dada, quero acreditar que muita gente aprendeu e que, tal como com o engenheiro, é essencial evitar que os doidos tomem conta do asilo e do que o rodeia. Assim o PS tenha entendido as duas lições. Não falo dos assis, claro, que esses só conseguem ver o seu próprio pretenso desígnio, aquele foi fácil fazer-lhe acreditar que teria.

Hamster

Comércio Natalício

Em força, atropelando tudo em redor, numa ansiedade pouco compatível com os despojamentos cristão. Mas esse paradoxo do incitamento liberal ao consumismo em épocas festivas sempre me deixou um bocado baralhado, mas a eles nem por isso. Parece que Jesus acarinhou os vendilhões do templo e prometeu aos empreendedores globais o reino dos céus. Eu lá consegui trazer um Batman Noir, que acho bem apropriado.

BatmannoirRisso