Fiquei com a sensação depois do debate de hoje que existe um grupo assinalável de pessoas que estão de acordo com a permanência do vocacional, mais ou menos acertos, como medida essencialmente de combate ao abandono e insucesso escolar e não propriamente como preocupação prioritária com qualquer ensino verdadeiramente profissionalizante. O estudo de base (Vocacional policy paper 3 final), apesar dos cambiantes introduzidos pela autora na discussão, demonstra que a opção pela via “vocacional” acaba ao fim de alguns anos por não compensar, enquanto foi referido por Ricardo Paes Mamede outro estudo do ISCTE que revela a existência de um corte enorme nas probabilidades destes alunos enveredarem pelo Ensino Superior
No meu caso, manifestei-me claramente contra a existência deste tipo de ensino até ao 6º ano de escolaridade e os 15 anos de idade, aceitando-o como via alternativa não monopolizante a partir do Secundário. Isso e mais umas críticas ao desfasamento entre o que está legislado e o que é a prática no terreno em grande número de casos. Para além de que, em meu escasso entendimento, o vocacional é uma via que acentuará cada vez mais o imobilismo social.
Ao longo do dia apareceram várias noticias sobre o caso. Ver jornais.
Achei especialmente interessante que os países do Norte tenham tanto ensino profissional (seja vocacional ou não, não vi o texto, só os gráficos,…) e estejamos na média da OCDE mas com margem para alargar.
Se calhar convém refletir seriamente sobre a qualidade dos ditos em vez de estigmatizar a coisa. Na verdade entre fazer um geral e acabar aí ou fazer um profissional e ficar aí, talvez prefira a segunda opção – dá-se uma saída pelo menos. Quanto à ascensão,….bom e os que não querem mesmo estudar? O meu irmão ficou-se com o 12º ano porque não queria mesmo. Fez um profissional e saiu diretamente para uma empresa onde trabalha até hoje. Vive medianamente bem. Eu não condeno nem estigmatizo. É preciso é que eles estudem até ao 12º e concluam o seu curso.
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O que está em causa é que o vocacional se tornou praticamente a única via “alternativa” no Básico e isso parece-me errado. Como acho que 50% de ensino “profissional” a martelo é uma meta descabida. Não é estigmatizar… é apostar na qualidade e não na quantidade.
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Quais são as alternativas no Básico? Invista-se na Qualidade e deixemo-nos de lirismos! Diferenciação Pedagógica? LOL.
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Existiam CEF e PCA… nada líricos… agora temos apenas vocacional aos 13 anos. Estavam mal? Então porque não se lhes aplicou a mesma lógica de corrigir os erros?
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Por mim pode ser CEF e PCA ou Vocacional. Tive ambos (excepto PCA) e parece-me igual- com algumas modificações burocráticas. O segredo está em escolher bem as opções práticas …trabalho da direção do curso- ouvir os alunos e os pais, arranjar professores adequados, etc. Cozinhar a coisa com preocupação de dar qualidade ao trabalho de todos.
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De acordo com o teu texto. A diferenciação dos percursos e da oferta é fundamental mas não introduzida precocemente (básico) nem “vendida” como produto para maus alunos. Tem sido esse, aliás, o entendimento da OCDE e UNESCO face ao modelo alemão de ensino dual pois inibe a mobilidade social manendo assimetrias.
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Os alemães importam mão de obra de qualidade cá..apostam bastante no profissional e poupam no superior..
https://bulimunda.wordpress.com/2015/12/22/a-infinita-3/
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