Importa-se de Repetir?

Do alto da sua enorme bagagem política, o Assis, analista político, extrai prosa de balanço sobre as personalidades do ano, em número de seis, distribuindo dúvidas a Costa, elogios a Passos Coelho e Portas e críticas mais ou menos abertas a Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Até esse momento, a prosa poderia ter sido assinada por um qualquer político do PSD mainstream, desde logo um Paulo Rangel, de quem se pode discordar valentemente da substância e estilo, mas reconhecer alguma coerência.

O problema é quando o analista Assis termina a sua prosa sobre a sexta figura destacada da seguinte forma:

Cavaco Silva – É ainda demasiado cedo para fazer uma avaliação verdadeiramente objectiva de um homem que marcou de forma determinante os últimos trinta anos da vida política nacional.

Eu repito… “É ainda demasiado cedo para fazer uma avaliação verdadeiramente objectiva de um homem que marcou de forma determinante os últimos trinta anos da vida política nacional.”

E assim fenece, de forma apoteótica, a credibilidade que a prosa poderia querer ter, para se tornar uma peça de aspirante a guionista de stand-up.

LAughing

2 thoughts on “Importa-se de Repetir?

  1. Execrável!

    Isto só aqui para nós: confessem que também têm pena, como eu, de não lhe terem dado umas latadas como as que ele levou em Felgueiras.
    Todas as que caíram no chão se perderam…

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