O Vazio

No Público de hoje, a partir de um estudo sobre as notícias de 2015, consegue ter-se a fundamentação empírica de uma percepção pessoal sobre o fenómeno de desaparecimento da Educação do debate público e da agenda mediática. Como é referido no pequeno comentário sobre esse facto (incluído mais abaixo), isso não aconteceu necessariamente pelas melhores razões. Não porque as coisas tivessem melhorado, ou terminassem as situações polémicas, mas simplesmente porque pareceu ter caído um manto de indiferença perante o que se passa nas escolas – salvo epifenómenos relacionados com ocorrências de violência ou excitações sazonais como os rankings – e pela área da Educação, que desapareceu das prioridades da acção política, consolidado que ficou o trabalho de terraplanagem quase completa da última década. Não sendo defensor de uma actividade noticiosa frenética em torno deste sector, não deixo de pensar que este apagão foi, em grande medida, muito desejado pelos governantes que tudo fizeram por adormecer as atenções, com a activa colaboração daqueles que, por ingenuamente acreditarem no soft-power dos bastidores ou por se sentirem mais confortáveis na coreografia da contestação para alguns microfones, deixaram os professores entregues a si mesmos nas escolas, a ter de sofrer todos os disparates (que continuaram a existir) emanados da tutela.

Pub2Jan16

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