(Mais) Intolerância

Ao ruído. Em especial em relação ao que é produzido por outros seres humanos apenas porque sim, porque tanto se lhes faz e não percebem que entrar no espaço de outra pessoa também é obrigá-la a ouvir os seus disparates ou (in)confidências em voz alta, ao telefone ou ao vivo, os seus chocalhanços de chaves em filas de correios ou farmácias, a sua limpeza oral após o almoço (com ou sem palito), o precoce labreguismo da jubentude inconciente que acha o máximo falar sempre uma dezena de decibéis acima do limiar da inteligência, a estridência de quem não tolera que se lhe chame a atenção para a incivilidade militante, algo muito próprio de quem não percebe que a liberdade de cada um (com o velho se não está bem mude-se como grande tirada) pode acarretar que alguém também possa exercer a sua liberdade num sentido inverso e enfiar-lhe com um exercício libertário pela cachola abaixo. Com dranquilidade.

E é assim, à 4ª feira um tipo já intolera bastante.

baternacabeça

2 thoughts on “(Mais) Intolerância

  1. Concordo! Eu que passo mais tempo calada que a falar tenho dificuldade em perceber como se pode ser tão brejeiro. Aliás, acho a margem sul pior que o interior deprimido: aqui pelo menos não há maldade! Já a margem sul é de uma brejeirice que interfere severamente com os meus neurónios.

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