Ideias Avulsas – 6

Agora para algo diferente… e que tal falarmos mais a sério do acesso ao Ensino Superior e do fim dos exames do 12º ano?

Polémico? Extemporâneo?

Nem por isso.

Estou habituado a ouvir queixas sobre a inadequação dos exames como forma de avaliar os alunos e ainda mais de não serem os melhores instrumentos para entrarem de forma decisiva na classificação dos candidatos ao Ensino Superior, devendo dar-se autonomia às Universidades para fazer as suas próprias provas de ingresso e seleccionarem os seus alunos.

Mesmo discordando em parte desta lógica – pois acho que a classificação do Secundário não pode ser deitada fora – estou por estes dias muito disponível para conceber formas diferentes de fazer as coisas.

Pelo que… e que tal experimentarem o exercício dessa autonomia, elaborando na Universidades provas para a selecção dos candidatos aos vários cursos, realizando-as com a devida vigilância, classificando-as e analisando os recursos em tempo útil para as matrículas em Setembro?

Julgo que acabariam assim as queixas em relação à entrada na Universidade de alunos real ou alegadamente mal preparados pelo Ensino Secundário e, de caminho, poderiam os caros colegas do Ensino Superior descobrir alguns dos encantos do trabalho daqueles que todos os anos fazem tudo o acima descrito e ainda acabam, em regra, tratados com condescendência pelos “superiores”.

Penso que esta é uma ideia a aplicar com a maior celeridade possível em prol da melhoria do nosso Ensino Superior.

Não concordais?

thumbs-up

 

7 thoughts on “Ideias Avulsas – 6

  1. Olá Paulo, de há muito que defendo que os exames do 12º deveriam servir para certificar a conclusão do Secundário. As notas destes exames deveriam ser um dos critérios a ter em conta no Acesso ao Superior cuja responsabilidade deveria ser do Superior. Existe uma espécie de dupla mensagem do superior sobre esta questão, afirma-se a pertinência de assumir a responsabilidade pelo acesso, até à luz da autonomia universitária, mas, por outro lado, ninguém parece interessado em assumir a logística, pesada como é óbvio, desse processo. Um modelo deste tipo também minimizaria a inflacção das notas internas que se verifica sobretudo no ensino secundário privado. Parece-me de facto necessário separar a conclusão e certificação do Secundário do acesso ao Superior.

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  2. Acho uma excelente ideia o meu pai teve que fazer prova de ingresso na faculdade.

    Salazar sabia o que fazia incentivava a economia com o transporte dos estudantes e as suas dormidas nas três cidades universitárias.

    Estou mesmo a pensar em criar uma agência de viagens só para o efeito, afinal de contas progredimos e temos mais cidades com universidade e nalgumas mais do que uma …

    Ou o PG sugere que façam todas exames ao mesmo tempo (Dia e hora) assim o onús da escola recaia forçosamente sobre os alunos ;).

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  3. Concordo e acho muito importante relançar um debate acerca do ensino secundário, incluindo o plano curricular.
    P.S. Bem vindo de novo à blogosfera!

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