O Argumento Final

Eu garanto que tenho tentado não provocar ninguém para além do estritamente necessário, não faço ligações e comentários acerca das inanidades que os blogues do ódio atávico do costume aos professores têm continuado a escrever, para não entrar nos fandangos de outrora.

Mas… há limites… e quando um tipo encontra um naco suculento em prosa de escriba afamado, não há que deixar passar em claro. Por isso, destaco aqui o argumento mais demolidor que já li contra as provas de aferição de 8º ano, feitas na semana a seguir ao final das aulas em início de Junho que é aquela em que, ao que parece, corresponderia à migração turística em massa dos encarregados de educação.

Há pais que viajam com os filhos, marcando férias com meses de antecedência — e para isso contam que o calendário escolar seja respeitado (a prova de aferição do oitavo ano acaba de ser marcada para a semana seguinte ao fim das aulas). Sim: há vida para além do Estado.

É pá… com tanta coisa por onde pegar e um tipo lembra-se disto? Olha… assim sempre podem poupar dinheiro… já eu, que posso ter de vigiar e classificar essas provas, com sorte só posso ir de férias, todos os anos, nas mesmas três semanas de Agosto (e sim, os professores também têm filhos…).

 E o pior é que depois culpam “o Estado”, essa entidade mítica, por tudo… e nem falta lá mais atrás a menção inescapável à Fenprof, ess’outra entidade mítica que povoa os pesadelos da malta que opina sobre Educação com o Nogueira pregado nas lentes.

Ó papá João Miguel, as provas de aferição não contam para a nota final… podem ir de férias para as ilhas gregas, para as praias da Tailândia, para os ares saudáveis da Suíça, à aventura para o Kilimanjaro ou em retiro espiritual para os Himalaias que nada de mal acontece.

Há gente que não percebe mesmo quando exibe tamanha barriga cheia e que nem atinge a ironia do título que escolheu para a crónica… porque isto de escrever todos os dias por dever tem destas coisas. Nem todos somos Camilo.

Magoo

4 thoughts on “O Argumento Final

  1. Em bom alentejanês: quem fez disto comentador faz um assobio de um cajado…

    Diz inanidades atrás de inanidades (azar: temos que o gramar para ouvir o Mexia e o Araújo Pereira, quanto às croniquetas, passo à frente), sempre guiado pelas mesmas palas ideológicas.

    Gostar

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