Ponderações

Vamos lá falar disto apenas em abstracto que é para as pessoas não se queixarem de eu concretizar… coisa de que gosto bastante, confesso.

Quando se ponderam classificações dos vários períodos na classificação final de um aluno – de acordo com essa lógica, penso eu de que – não deveremos ter em atenção a diferente extensão temporal de cada um deles e a diferente quantidade de momentos de avaliação que aconteceram em cada um deles? Um 1º período com três meses deve equiparar-se a um 3º período quando é daqueles com mês e meio? Nesse caso, todos os anos devemos reconsiderar a ponderação (se queremos ser justos, rigorosos, objectivos, ponderados, sabedores de coisas elevadas em matéria avaliativa) e não usar uma fórmula única. Não será muito mais fácil e verdadeiramente rigoroso fazer, no final do ano, uma média global das avaliações desenvolvidas ao longo de todo o ano, com a consideração dos conhecimentos e atitudes de acordo com o respectivo valor relativo, em vez de fazer médias de médias parciais?

Porque eu ando farto da malta que debita, mas que dificilmente distingue um nabo cozido de uma batata frita. E quem se picar é porque deveria andar a fazer outra coisa – aprender estatística, além de médias e excéis, por exemplo – e não por aqui, onde não se aprende nada. Até porque isto são tudo pensamentos em abstracto.

Canivetes

6 thoughts on “Ponderações

  1. Estas ponderações, digo eu, não podem/devem existir. Cada momento de avaliação vale por si, ou seja, 100%. As exigências de cada prova, em cada momento, tal como o desempenho do aluno, inclui, necessariamente, todas as aquisições/saberes/competências anteriores.

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    1. Eu continuo a achar perturbador que a avaliação contínua signifique que o peso do 1º período seja igual ao do 2º quando se atribui a classificação do 2º. Acho uma aberração. Tenho tendência a separá-los bem separados e só voltar a amalgamar quando da ponderação do 3º (que é a do ano inteiro).

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  2. … há muito que sinto que as grelhas…. o excel…. as fórmulas… têm vindo a promover a desumanização de todo o processo de avaliação e, consequentemente, da própria aprendizagem… Pode avaliar-se verdadeiramente um aluno olhando para uma média? E a progressão, por exemplo? Considero que as folhas de cálculo só fazem sentido como instrumento de auxílio/apoio… se for mais do que isso… algo de muito errado se passará…

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  3. “Não será muito mais fácil e verdadeiramente rigoroso fazer, no final do ano, uma média global das avaliações desenvolvidas ao longo de todo o ano”
    Sempre fiz assim e não sei como se faz de outra maneira.

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