Presidenciais – 23

Penso não serem necessárias muitas palavras acerca do dever de votarmos e fazermos com que a Democracia funcione e exista uma 2ª volta onde seja possível confrontar projectos e personalidades, sem o ruído de candidatos encomendados e outras impurezas colocadas no ventilador.

SNAP

Mais do Mesmo

Aplicar a lei da proibição do uso de telemóveis nas salas de aula é um risco físico (como neste caso) e psicológico (ter de se aturar as diatribes parentais de quem tem do civismo uma noção inversamente proporcional à dos seus direitos de propriedade). Por isso mesmo, salvo casos excepcionais e outros de foro claramente criminal (embora incentivado por quem deveria ter mais juízo). a legislação sobre estas matérias é letra morta porque retirar o uso do télélé à juventude é como arrancar-lhes o fígado pelas narinas. Uma das poucas esperanças é que, graças à crescente fragilidade dos inteligentes, os mesmos se partam numa das suas frequentes quedas.

grito

Presidenciais – 22

As últimas sondagens demonstram que a candidatura de Sampaio da Nóvoa é claramente a única que consegue destacar-se contra Marcelo Rebelo de Sousa, descolando com clareza da de Maria de Belém que, para além do caso das subvenções, recebe hoje o apoio de Francisco Assis, em crónica do Público. Melhor declaração de óbito seria difícil. Pelo que talvez não seja necessária qualquer desistência à última hora. Ao mesmo tempo, surgem indícios claros da possibilidade concreta de uma muito desejável segunda volta. Sempre interessante a análise do Pedro Magalhães,

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Bem Acima de Meio Milhão

Em certificados de registo criminal a cinco êrus a peça, com a desculpa de meia dúzia de prevaricadores. É sempre fantástico como “o Estado” (lei-se políticos famintos de receita fiscal em forma de todo o tipo de taxas) sobra aos seus próprios funcionários a prestação de um serviço que só existe porque os diversos serviços desse mesmo “Estado” não comunicam entre si, por exemplo, o número de cartão de cidadão daqueles que prevaricaram e não devem ser admitidos em determinado tipo de funções. Mais de 90.ooo professores dos quadros, um número indeterminado de contratados (parece que se chega ao desvario de pedir um certificado por colocação a cada pessoa), mais o pessoal não docente. Cinco êrus por uma folhinha de papel, dizendo-se que 1,75 de taxas e 3,25 pelo “impresso” que é ali mesmo impresso diante de nós numa folha A4 das quais eu compro 500 por menos desse preço. A bela da roubalheira, em legislação de um pretérito governo liberal e que o novo governo solidário ainda não desmontou, carregando os cidadãos (sim, os professores e pessoal auxiliar, mesmo os das escolas públicas, ainda são cidadãos) pela sua má-fé, incompetência e/ou sofreguidão fiscal.

Wall

Uma Manhã (Muito Bem) Preenchida

Três sessões de leitura, com vigor diferente (a primeira ainda saiu com dificuldade) para seis turmas da pré e 1º ciclo. Gostava que mais gente, do que os do costume, sentisse a vontade e o prazer de os conhecer desde pequeninos para que, quando depois nos chegam mais crescidos, eles já saberem quem somos e não só. Para além de ser um prazer, é também um investimento humano.