Dress Code

Tenho pensamentos pouco assertivos sobre a necessidade de um qualquer tipo de código acerca das vestimentas d@s alun@s. É verdade que o bom senso nos indica o que é ou não apropriado, mas também é verdade de igual valor de que o “bom senso” é quase tão volátil quanto o orvalho em manhã ensolarada. Se os fenómenos extremos são fáceis de identificar, a questão está nas chamadas zonas cinzentas. As calças dos rapazes podem descer até que ponto? Ficar pelos joelhos assim de forma a que eu chamo apalhaçada, desde que levem roupa que evite que eu veja os seus trajes menores? As saias das raparigas podem subir até que ponto? Quanto a cabeças cobertas ou descobertas, até que ponto se aceitam “hábitos culturais”? À moda antiga, os lenços são aceitáveis nas raparigas, mas a bela boina não o será para os rapazes? Quem fala em “lenços” ou “boinas” fala nos seus descendentes actuais, claro.

E depois há aquele paradoxo das pessoas que acham errado algumas mulheres usarem burka, mas que defendem a liberdade feminina de vestir o que entendem sem ser molestadas. Até evito concretizar as imensas contradições nesta matéria, porque a “liberdade”, nestes casos, é um conceito tão volátil quanto o “bom senso”. embora os absolutismos abundem.

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4 respostas para ‘Dress Code

  1. Se os extremos se identificam deixa os cinzentos. Basta que se evitem extremos.
    As calças no fundo do rabo: levam sempre com a história das prisões norte-americanas. Gozando com eles, por se admitirem submissos, a moda passa-lhes. Já me aconteceu este ano.
    Lenços e boinas nunca me incomodaram…sinceramente, quero lá saber! Mas há colegas meus que se incomodam…relevo!

    Agora,
    em relação às burkas…é uma questão cultural, bem sei. Se quiserem usar túnica que usem mas… tenho necessidade de ver-lhes o rosto. Isso faço questão! O véu nos cabelos está bem, se quiserem, mas cara tapada é que não. É o meu limite.

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    1. A questão cultural é problemática. Já vi índias (quero dizer ameríndias) com a racha à mostra mas tapando outras partes do corpo. Isso seria admissível entre nós (numa escola, por exemplo?). Há uns pretos, suponho que lá para a Papuásia, que andam praticamente nus mas com um espécie de canudo (creio que de origem vegetal) enfiado e prolongando o pénis. Se nos aparece uma aluno assim, por exemplo ao abrigo do programa Erasmus? E se um ou uma (digo um ou uma para evitar o odioso @ que pretende indiferenciar os sexos) de cá vai para a terra deles, cumpre o ritual? Talvez, eu já vi um português em Lisboa de kilt escocês. Já vi africanas pretas de mamas completamente à mostra. E gostei. A moda pegará cá? ou pelo menos respeitar-se-á um preta de mamas ao léu nas ruas de Lisboa ou numa escola lisboeta?
      E de burca? No aeroporto para que servirá a foto no passaporte? E num exame, quem estará debaixo da burca, a aluna ou outra pessoa qualquer?

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    1. E ao menos valia a pena ver? É que na minha escola são só velhotas, mesmo que mostrem, eu prefiro não ver (para ter pesadelos já me bastam as chatices que os alunos dão, eheh)

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