Memória

Quando a perdemos, desaparece a nossa identidade. A consciência de si inclui a memória do trajecto – individual, colectivo – que nos trouxe até ao presente. Quando optamos pelo esquecimento, quando nos impõem mecanismos destinados a forçar uma memória selectiva do passado, é o nosso eu que está ameaçado. Nunca coloquei assim as coisas quando optei por História. Só percebi isso com o tempo, quando entendi em toda a sua plenitude que sem a Memória do que foi nos tornamos escravos dos senhores do presente e o próprio futuro perde sentido. E que é essencial lutar contra quem, mesmo que com as roupagens de historiadores, nos procuram impor uma reconstrução – ou constrição – da Memória. E já em 2006 escrevia isso. Pelo menos de forma mais pública. Uma obsessão pessoal, talvez. Porque Clio é filha de Mnemósine.

Mnemosyne

Modelo de Virtudes

Anda muita gente indignada – e bem – com o confisco de bens dos refugiados levantinos que foi decretado pelo governo dinamarquês. Há quem nem sempre compreenda que certos padrões de vida de alguns países escandinavos se baseiam numa mentalidade que só à superfície é tolerante, pois a tolerância funciona apenas para o próprio grupo. Para compreender algum contexto da situação, a sério que recomendo um bom e recente romance policial.

Marco

Para a persistência de sentimentos xenófobos e mesmo racistas em relação aos habitantes inuit da Gronelândia, outro policial, mais antigo, que até tem tradução portuguesa e filme.

Smilla

 

A Vidinha É…

… largar a sua cria e acelerar a toda a força, desprezando passadeiras e crias alheias, para travar no semáforo adiante. Não adianta ser em rua onde está um posto de GNR. Besta é besta em qualquer localização ou situação, em especial quando se compra carro grande com rodas largas. Até poderia colocar a matrícula, mas não adiantava de nada. Gente estúpida, a partir de certa idade já não aprende, apenas replica.

Haddock