Direitos (Não) Adquiridos

Aparentemente, há quem considere que os direitos exercidos em tempos do Umbigo transitariam directamente para este Quintal. Ora… tais direitos foram resultado de um privilégio temporário e não perpétuo, bem como as regras de um espaço não são as de outro. Infelizmente, gente biologicamente crescida parece não ter entendido isso e já ganhei um stalker-tipo-vargas nesta minha nova encarnação na pessoa de um anterior colaborador que parece não ter percebido que à uma da manhã não se enviam sms para acordar a minha família só porque as noites do emissário são vazias de outro interesse que não uma certa auto-satisfação comentarística. Tendo passado por isto anos a fio e pensando estar encerrado este tipo de episódios, roça o ridículo ter de o voltar a aguentar vindo de quem vem e que teve conhecimento directo de muito do que tive de aturar e tendo eu suportado muito disso exactamente para defender a criatura em causa de todos os ataques que nunca lhe chegaram. Havendo necessidade de comunicar análises profundas e inteligentes e não apenas remoques destrutivos, pode sempre criar-se um 14º blogue e esperar que poisem. Espero ser esta a última vez que tenha de fazer este tipo de explicações públicas e solicitação de um decoro que devia resultar de alguém que se diz reger por princípios (embora se perceba que não olhando a meios e fins).

A tag deste post é sem vergonha na cara.

povinho

10 thoughts on “Direitos (Não) Adquiridos

  1. Bolas, isso já é sina que tu tens…

    (Se bem que neste caso, não me surpreende nada – e olha que apenas observo daqui de fora, embora seja uma seguidora assídua desde os primórdios do Umbigo. O que muitas vezes achei surpreendente foram os tais privilégios que ofereceste).

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    1. A “diversão” de ir comentando de forma destrutiva e sempre com a pretensão de superioridade é uma coisa, agora os sms a caírem pela meia noite e meia noite e muito já é fruto de um desarranjo que não estou para tolerar. e os comentários que passarem a desoras, vão para o cesto pela manhã. Leva o mesmo destino da “nanda” porque o que está em causa não é discutir ideias ou o que for, mas apenas destruir, por pulsão insana.

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  2. As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões

    As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
    E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos – digo,
    As mulheres – ainda que as casas apresentem os telhados inclinados
    Ao peso dos pássaros que se abrigam.

    É à janela dos filhos que as mulheres respiram
    Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas
    Transformam-se em escadas

    Muitas mulheres transformam-se em paisagens
    Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram
    Nos ramos – no pescoço das mães – ainda que as árvores irradiem
    Cheias de rebentos

    As mulheres aspiram para dentro
    E geram continuamente. Transformam-se em pomares.
    Elas arrumam a casa
    Elas põem a mesa
    Ao redor do coração.

    Daniel Faria
    de Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998)

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