E Depois do Não?

Ouvi ontem uma interessante comunicação de Paulo Sargento que concluiu na afirmação da necessidade de dizermos NÃO a crianças e jovens quando isso é uma necessidade para evitar comportamentos desadequados ou mesmo perigosos.

O meu problema – que ficou por responder, até porque não era essa a minha função ali quando passei para a plateia – é o que fazer a seguir, quando o NÃO não é aceite e é activamente contrariado. Algo muito comum nas escolas, onde nem sequer a autoridade parental pode ser usada para o impor.

Duvida

10 thoughts on “E Depois do Não?

  1. Só há um “depois do não” devido à perda de autoridade, mormente por parte dos docentes.
    Se, por exemplo, a ordem verbal de um docente para um aluno perturbador/indisciplinado sair da sala de aula não basta e tem de ser acompanhada de toda uma série de justificativos – que enfrentam um labirinto burocrático e garantístico, entre outras cosas, dos “direitos do aluno” -, a sua autoridade está minada e fica desacreditada aos olhos da comunidade escolar.
    Isto, entre outras coisas, representa uma desconfiança objectiva em relação às competências do professor e uma diminuição da sua imagem estatutária.

    De outro lado, assisti aqui há dias ao episódio de uma senhora que, perante a birra que o filho (devia ter uns 4/5 anos) estava a fazer por ela lhe ter puxado energicamente a mão para ele não atravessar uma rua movimentada, considerou que lhe devia dar uma explicação justificativa, que durou quase 5 minutos…

  2. Tenho 1 (vá lá…) aluno do 1º ano que ainda faz birras tipo 3 anos. Quando o vejo a começar digo logo; ficas de castigo, levas recado na caderneta e “escusas de fazer birra que comigo não pega!” e largo-o. (não posso pô-lo na rua porque eles nesta idade acham que isso recompensa) Assim é: depois vem mais manso.

    1. E para eles, nessa idade, não acham que isso recompensa? Pois: isto também é um “pau de dois bicos”, principalmente se não houver apoio, na retaguarda, da própria direção. O “mal” tem de ser cortado pela raiz desde o 1º dia de aulas. Normalmente, ao fim de 1 mês, mês e meio a “coisa” entra nos eixos. Agora, quando o “apoio” é passar a mão pelo pêlo e “chamar à atenção em tom delicodoce”, estamos falad@s…e feit@s ao bife!!

      1. os crescidos quando vão para a rua, na realidade vão para uma sala, onde há sempre um professor, e levam uma tarefa para cumprir. Se não saem chama-se o funcionário, e em último caso, vão para a direção. Nunca vão passear…
        Mas é mais eficaz mandar recado para casa…aí é que eles tremem…!

  3. Então, assim, voltamos à questão referida no post: “…onde nem sequer a autoridade parental pode ser usada para o impor.” A maior parte das vezes ainda são @s professor@s que recebem respostas aos recados que, quando são dirigidas a professores, lhes fazem “cair os ditos cujos ao chão” e, quando são dirigidas a professoras, lhes pôem os cabelos em pé (quando ainda o têm)!
    Ou seja: isto é uma pescadinha de rabo na boca!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.