The Ghost in the Machine

Ou outra metáfora qualquer para que se perceba quem é a Grande Mentora. A verdadeira Dona Disto Tudo. Cada vez mais isto me parece Alçada – Parte II. Tudo isto pode ser feito sem escolas a tempo inteiro. Basta que existam bibliotecas abertas sem ser nos intervalos e instalações desportivas em condições nas escolas.

Foi a responsável pela implementação da escola a tempo inteiro no 1.º ciclo. Concorda com o seu alargamento a todo o básico?

Sim, é importante este alargamento, porque para muitos jovens e crianças o espaço da escola é o mais importante da sua socialização. É onde têm acesso a recursos que muitas vezes não têm noutras infraestruturas dos locais onde vivem e nem em casa, como, por exemplo, acesso aos livros da biblioteca. Além disso, existe aqui uma dimensão de apoio à família que é muito importante porque a maior parte das mulheres trabalha e não pode acompanhar os filhos tanto tempo como gostariam. E gostariam de saber que os filhos estão bem entregues.

MINISTRAAA (1)

6 thoughts on “The Ghost in the Machine

    1. Exatamente! Também me saltou logo isso! Só as mulheres são as responsáveis pela educação na família? Ou será que essa medida é só para família monoparental, nesse caso, mãe + filh@/s?? Esta gente continua a não se enxergar e andam a dar formação sobre Educação, Género e Cidadania!! Para quê? Deviam começar pelas “altas patentes”!! Chiça!

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  1. O que os jovens mais precisam é que luminárias desta os deixem em paz. Quer dizer, com tempo para o ócio, para brincarem, para estarem uns com os outros – sem a direcção dum adulto ou o fito num “objectivo útil”.

    Um aspecto que evidencia bem que esta “escola a tempo inteiro” é subsidiária do modelo de escola fabril/industrial: tornar “útil” o tempo dos jovens.
    No mesmo sentido vem um “estudo” da OCDE divulgado hoje que preconiza 6 horas de TPC semanais para aumentar o sucesso escolar. O trabalho escolar – de natureza intelectual, logo, da ordem da qualidade – é pensado e planeado como se estivéssemos perante a questão da rentabilidade numa fábrica de “encher chouriços”: quanto mais (tempo), melhor…

    Isto para não falar já da questão política de fundo: estes “socialistas” contentam-se em gerir, em “adequar” melhor, a sociedade pela bitola do capitalismo em modo ultraliberal: a escola tem que satisfazer as necessidades do precariado, a começar nas suas cargas horárias cada vez mais desumanas (as pessoas vêem-se forçadas a tentar trabalhar mais tempo/em mais lugares – logo, mais longe da família/lar – para susterem a hemorragia nos seus rendimentos e direitos).

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  2. O homem esteve lá para depositar a sementinha. Depois pode ir à sua vida.

    Ai, como esta lontra faria as delícias de muito macho que conheço! Não, não é nesse sentido…

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