We Two are One

Medalhas

Imagens sacadas ao mural de fb do Paulo Fazenda.

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Iupi!

Serve o post em curso para anunciar que já sou, de novo, um espécime de Direita, práí fascistóide, porque ousei criticar algumas opções orçamentais em matéria de Educação (e porque não sou, relembremo-nos, crítico dos exames/provas finais no Ensino Básico). Concordei com o fim da PACC, da BCE, do PET e do ensino vocacional (tudo ainda por legislar), mas parece que o facto de estar contra a ideia da escola a tempo inteiro, de achar que as opções orçamentais preferiram manter uns compromissos assumidos e não outros que já andam a ser torpedeados há quase uma década e contra o aumento dos apoios ao ensino particular e cooperativo me voltam a encaminhar para o quadrante da Direita, após um período de meses de esquerdismo em que achei boa a actual maioria parlamentar de suporte ao governo e apoiei a candidatura presidencial de António Nóvoa. Percebi ainda, pelo texto abaixo citado, de Mário Nogueira no JN, que a minha posição contra a municipalização de toda a Educação Básica e Secundária – esmagadoramente recusada em consulta feita pela Fenprof – me vai empurrar directamente para a Extrema-Direita radical logo que o governo anuncie de forma mais ou menos explícita que a gestão da rede escolar – com as verbas correspondentes, em especial europeias – vai passar para estruturas de coordenação (inter) municipal.

Realmente, sou um catavento político e ideológico cada vez que defendo as mesmas ideias, com alguns anos (ou apenas meses) de intervalo, perante medidas (ou falta delas) de equipas ministeriais de clubes diferentes. E estou só a falar dos últimos tempos, em que os vargas, as mariascampos e as emíliaspestanas me desapareceram da loja. Sou um rais parta de velho do restelo.

(mas continuo do spórtem, verde)

camaleao

 

Blogosfera Do(c)ente?

Há um par de meses estive a passar em revista os blogues de professores em actividade há uma meia dúzia de anos ou um pouco mais. Encontrei ainda os vestígios de dezenas, entretanto desactivados, descontinuados, encerrados, sem contar os que decidiram apagar quase totalmente o seu rasto. Entre 2007 e 2010, mais coisa menos coisa, em especial em 2008-09, a efervescência era imensa e contrasta imenso com o estado actual. Claro que continuam a existir muitos, mas a maioria já está agora virada para a própria prática docente, para a publicação de materiais e com um envolvimento muito escasso nos debates do momento. A mim próprio posso acusar disso ao terminar a publicação do Umbigo (sobre isso, hei-de escrever mais em detalhe daqui por uns tempos), pois este quintal  já só se entusiasma com a actualidade de vez em quando. E quando o comecei, como se nota pela barra lateral, optei por não entrar em grandes redes ou inter-conexões como antigamente, de tão cansado de tudo isso.

De qualquer modo, e porque vai renascendo algum calor no debate sobre Educação, gostaria de deixar aqui uma shortlist das minhas leituras blogosféricas nesta área temática, deixando de lado blogues mais generalistas que ocasionalmente tratam o tema (de que será exemplo maior o Aventar).

A lista cabalística é a seguinte:

Correntes – do Paulo Prudêncio a quem, sem provocação, já chamei o senador de todos nós pela antiguidade no activo e postura.

Blog dear Lindo – do Arlindo Ferreira, porque consegue manter um ritmo de trabalho sobre matérias que em tempos abordei mas sem a profundidade e capacidade de tratamento de informação que ele continua a ter.

Professores Lusos – do Ricardo Montes por ter sido aquele que de forma mais concreta deu voz aos problemas e lutas dos professores contratados, assim como – com o defunto Ad Duo – melhor tratava as questões jurídicas.

Anabela Magalhães – da homónima, que é, de certo modo, a senadora das vozes femininas na blogosfera docente, outrora bem mais povoada, e aquela que combina de forma mais completa os materiais enquanto docente e as opiniões de carácter mais político.

ComRegras – do Alexandre Henriques, mais novo nestas andanças neste modelo, mas talvez por isso mesmo com uma pica imensa e com ideais a transbordar, tentando mobilizar muita gente para um projecto que aposta na parceria com as escolas.

Escola Portuguesa –  do António Duarte que, por fim, deu o salto dos comentários para a escrita em espaço próprio, num modelo mais próximo do dos tempos áureos da blogosfera docente, com o qual muitas vezes discordo em termos tácticos, mesmo se acho que os objectivos estratégicos são mais próximos do que pode parecer.

Atenta Inquietude – do José Morgado, que só surge aqui em último lugar porque acho que a sua área de intervenção é mais vasta, fruto da própria origem profissional do autor mas que, por isso mesmo, completa bem esta pequena lista que deixa injustamente gente de fora, mas todas as listas são assim e esta é em forma de 7.

Existindo um dia uma barra lateral, tendo dez lugares, estes estarão certamente por lá, até porque o Antero também acabou por se deslocar mais para o facebook. Mas acredito que não existirão muitos mais candidatos. Infelizmente.

Maqescrever2

A FNEprof Anuncia

Pela pena de Mário Nogueira que nada do que seria para acabar vai acabar, apenas vai passar a ter natureza virtuosa. Curiosamente, não me lembro da gestão do pessoal docente ter sido uma das transferências efectivamente  realizadas para a “esfera municipal”. Penso que seja o anúncio de uma vitória num jogo que existiu em tempos, mas já acabado. Anota-se também a satisfação com todas as medidas tomadas (quase todas certas) sem “impacto orçamental”.

Entretanto, anuncia-se uma avaliação do processo de municipalização, saindo da esfera municipal os aspetos pedagógicos e curriculares, bem como a contratação de professores, e também se anuncia uma rigorosa fiscalização do financiamento público aos colégios privados com contrato de associação, para que não se desperdicem verbas quando existem respostas públicas de qualidade e com recursos adequados. Como é visível na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2016, a herança do Governo anterior impõe um aumento significativo do financiamento dos privados. Já agora, a propósito, um OE que atenua, é certo, mas não altera o ciclo de corte, o que não é bom sinal.

Penso que é hora de encomendar fast food. Habemus entendimentum. Temos Alçada II.

Pizza