Inconveniências

Eu percebo que numa espécie de coligação ou de acordo de incidência parlamentar para apoiar uma certa solução governativa há que sacrificar algumas causas, esquecer algumas bandeiras programáticas, por forma a conseguir um consenso político mínimo. Mas, seja como for, há linhas de várias cores, conforme sejam rubicões ou não. E é através da observação daquilo que cai que percebemos quais são as prioridades dos vários parceiros em confronto. Claro que os parceiros mais pequenos estão obrigados a ceder mais, mas também é verdade que o facto de serem essenciais também lhes dá algum poder de pressão. Veja-se o caso do CDS no anterior governo.

A mim o que parece é que em troca do emblemático “fim do exame da 4º classe” há várias outras causasque caíram, tão ou mais importantes quanto aquela, pelo menos para quem não veja a Educação apenas a preto e branco e não se atemorize com o argumento de é melhor ficar calado ou a Direita ainda volta ao poder. Há ali uns tons de cinzento com algum grau de atracção, mesmo sem ser necessário convencer seja quem for da sua bondade com algemas e chicote. Até porque se as políticas forem de Direita, ao menos que sejam impostas por quem assim se assume.

Cesar