As Novas Superstições

A alimentação tornou-se uma espécie de labirinto demencial do que nos mata ou nos salva de todos os males. Já perdi a conta a tudo aquilo que garantidamente me vai matar e outro tanto a tudo aquilo que me dará vida eterna se eu tomar todos os dias. A chatice é que me querem tirar tudo o que dá sabor e prazer à comida e obrigar-se a ingerir beringelas demolhadas e pó de caroço de abacate o que, pode salvar-me o corpo, mas certamente me fará desaparecer a alma. A quantidade de mézinhas disponíveis das redes sociais e em mails cheios de boas intenções só tem comparação no número de avisos em relação a tudo o que nos trará o apocalipse pela boca dentro. Que raios… há gente que vai certamente morrer saudável, com um corpo esbeltamente são mas uma mente completamente insana. E o mais chato é o olhar alucinado do fanatismo com que encaram alguémque não ache ser melhor engolir três litros de suco de nabo com sementes de goji em cama de feno envelhecido em cascos de burro.

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Uma Medida Certíssima

Até porque nem tem impacto orçamental.

A BCE, no modo como foi colocada a funcionar, só pode ter sido obra de gente com um enorme desconhecimento da realidade e das necessidades das escolas, mesmo que existisse quem dela gostasse para recrutar sempre quem queria. Mas isso é algo que pode acontecer mesmo sem este tipo de procedimentos abstrusos. Quanto ao ministro ou secretário de Estado que aprovou/assinou por baixo só o pode ter feito por preguiça, desleixo ou ignorância. Ou tudo junto.

Thumbs

E Se?

O rigor germânico tivesse tanto de verdade quanto de artifício? Porque atrás do caso tóxico da empresa emblemática do regime há quase um século, temos agora o caso do banco que quase todos gostam de fazer passar pela rocha firme no meio do temporal. Os prejuízos são a uma escala impressionante – ao que parece já não estão a conseguir sugar tanto dinheiro lá pela Grécia –  levando a operações nos mercados para tentar salvar a contabilidade, embora com escassos resultados.

Não deixa de ser pasmoso – ou não, atendendo à genialidade já percebida dos reguladores nacionais, mais preocupados em agradar e parecer bem do que em fazer bem – que o Banco de Portugal recorra exactamente ao Deutsche Bank neste momento para ajudar na venda do Novo Banco.

Sempre é dinheiro que entrará em caixa e sempre pode ser que os amigos alemães façam com este costa o que fizeram com aquele constâncio. Os medíocres parecem ser sempre recompensados pelos serviços prestados. a quem é que nem sempre se percebe. Ou percebe, mas é melhor não fazer muitas ondas.

Mercearia