Eminência Parda

O intelectual orgânico do governo em acção. Pode ser apenas spin. Ou não.

Pub22Fev16

Público, 22 de Fevereiro de 2016

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O Orçamento

O mais deprimente é a discussão, assim como os protagonistas mais estridentes. Uma repórter televisiva considerava que o debate já ia longo por ter 5 horas. 5 horas é muito tempo quando se discute o Orçamento de Estado? Não me parece. Nem que fossem cinco dias se daria dignidade – e se discutiria com verdadeira seriedade – a um assunto que afecta mais 10 milhões de portugueses deveria merecer antes de tudo estar obrigado a ser rápido ou aborrece. Em 5 horas só se faz foguetório para as bancadas.

Megafone

Outros Tempos

Outubro de 2011. Também pela Buchholz. Embora se notasse já a redução da mobilização para discutir estes temas, pois a sala só ficou bem cheia no primeiro debate. Mas era ainda possível debater a Educação fora dos circuitos convencionais e institucionais, com gente muito diversa. Foram tempos interessantes.

conferencias2009

A Badana

Que é como que diz em linguagem menos popular, a sinopse.

Sintese

Não será uma leitura pacífica para muitos porque não se pretende neutra. É uma interpretação pessoal na forma como está estruturada a narrativa, até pela ordenação dos capítulos que não seguem a cronologia do que se passou entre 2005 e 2010. Mas é um trabalho que procura, principalmente, dar voz a dezenas de colegas que lá estiveram. Pena que muita gente já tivesse evitado revisitar aqueles tempos. É um livro corporativo no que espero seja o bom sentido. E uma forma de, em forma impressa, ficarem bem marcadas algumas fronteiras.

Convite

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Eu sei que é uma 3ª feira mas os lançamentos raramente se fazem ao fim de semana e se fosse ao fim de semana era tempo da família. Para além disso, é dia 1 e não dia 8 por questões de agenda e de outras efemérides que acontecem por essa data, desde logo o Dia Internacional da Mulher, e porque assim estará já à venda no dia do 8º aniversário. Aparece quem gostar de reviver tempos de união e quem vier por bem por certo será bem recebid@. No Porto, está pensado um lançamento para o final do mês. Por fim, é uma enorme honra pessoal que o professor António Sampaio da Nóvoa tenha aceite o meu convite, pois a ele lhe devo muitas das minhas melhores leituras em História da Educação e sobre a identidade profissional dos docentes nos últimos 25 anos. E será um prazer ouvi-lo e acho que iria só por essa razão, mesmo que não tivesse que lá estar como autor do cartapácio.

Arboricídio

As fotos que se seguem são de oliveiras que hoje pela manhã receberam um tratamento radical por parte de funcionários autárquicos aqui na urbanização onde vivo, na Quinta do Anjo (Palmela). Acredito que isto seja uma intervenção especializada que uma besta de um professor de História não entende, mas da forma como vejo as coisas, isto parece-me um disparate, não apenas porque as oliveiras em causa tinham sido ali (re)plantadas há meia dúzia de anos (serão ainda daquelas que vieram do Alqueva) e estavam em fase de crescimento saudável, seja porque dizima o escasso habitat da passarada que ainda consegue resistir à pulverização causada pelas sucessivas urbanizações e ajardinamentos com espécies muito pouco nativas.

Sim, eu sei que elas crescem de novo mas, phosga-se, isto parece-me algo demente.

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