Supérfluo

Andar a discutir coisas muito estruturais e sistémicas se não existir uma preocupação séria – e não meramente retórica, conceptual, bués bem intencionada – em reconstituir um nível razoável de bem estar nas escolas para quem lá trabalha todos os dias. A sério, cada vez acho mais irrelevante meter o bedelho em debates que de tão profundamente profundos se ficam pela profundidade e nunca nos conseguem voltar a trazer à superfície, afogando-nos na viscosidade da treta especializada. É uma pena que a austeridade nunca bata às portas certas.

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Prioridades

Há poucos dias lia prosa de um representante parental com a patine do assento no CNE em defesa da liberdade de escolha das escolas. Curiosamente, acho que nunca li nada dele em defesa do respeito pelos deveres parentais e da necessidade dos alunos respeitarem as escolas (públicas ou privadas), os seus colegas, funcionários e professores. Ao que parece a preocupação é só em reclamar o direito a subsídios, mas nada em assumir as responsabilidade parentais em matéria de comportamento dos alunos e da educação e valores a transmitir aos educandos.

Megafone

Vernáculo

  • Cala-te, puta! – 9.10, para começar o dia, assim logo à entrada na escola, jovem menina de ar quase angelical em pleno pátio.
  • (n ocorrências que se ouvem por corredores, etc, etc)
  • Vai levar no cu! – 15.05, em plena aula, jovem rapaz para um colega, como se a sala fosse qualquer tasco no mau sentido.

Quer-me parecer que este tipo de atitude tende a replicar o que se conhece de perto, sei lá. O segundo acabou com falta disciplinar óbvia e recado para a progenitura ler e assinar, caso contrário eu ainda me aborreço a sério e recorro eu aos meus dotes vernáculos e é chato, claro.

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