Lançamento

Quem não foi ou não teve oportunidade de ir, perdeu uma excelente intervenção de António Sampaio da Nóvoa, motivo pelo qual eu iria até à Buchholz, mesmo que não fosse dever de ofício. Amanhã coloco mais. DE qualquer maneira, sem desmerecer ninguém, quero aqui agradecer à Armanda Sousa as centenas de quilómetros que fez para estar (sempre) presente.

Daqui a Bocado…

… a coisa é atirada para os escaparates. É a tentativa possível de fazer alguma História, a partir de dentro e poderia considerar-se a quente, não achasse eu que tudo isto anda demasiado morno. Partes diferentes desagradarão a sensibilidades diversas. Faz parte do ofício. Parte da introdução explica isso.

08 03 08_convite (2)

Eutanásia

Coisa polémica sobre a qual não se deve dizer tudo o que se sabe – como se percebeu pelas reacções às declarações da bastonária da Ordem dos Enfermeiros – porque a hipocrisia é muita.

Em relação a esta matéria eu apenas pediria uma coisa: quem é contra a eutanásia medicamente assistida que lute para que as melhores condições sejam dadas aos doentes, não se praticando a eutanásia financeira que leva a encurtar vidas devido à impossibilidade de recurso a fármacos ou procedimentos que se consideram caros. se há um preço razoável pela manutenção da vida e ela não está acima de outros valores meramente materiais e vis… então não percebo o resto da argumentação. Até porque a eutanásia financeira é quantas vezes praticada contra o desejo expresso  dos pacientes que querem viver. Ao contrário da outra. E todos sabemos que é assim, mas quem afirma a verdade é que leva com bordoada em cima.

Barrete

Tapetes de Arraiolos

Em matéria de formação contínua voltámos aos tempos em que tudo vale, desde que se juntem umas horas. Só que, como não há dinheiro, ou se apela ao espírito missionário de alguns formadores ou é a pagantes. Há ainda coisas boas e que inovam, mas há muita coisa que não se vale a ponta de um dos que vocês estão a pensar. Mais divertido é que quem dê uma ou duas sessões numa acção de formação, não conta para nada. Mesmo se pertencer a grupos de investigação e tiver o selo de investigador da FCT, publicar o que bem calhar, o que interessa é preencher um relatório de uma acção sobre qualquer coisa do tipo gestão de conflitos por quem não os sabe gerir ou como utilizar quadros interactivos em salas sem condições de luminosidade ou ainda excel para grelhadas mistas.

E qual o estímulo para se ir fazer formação se não é mesmo para ouvir e falar sobre assuntos que verdadeiramente interessem, em vez de cumprir uma formalidade burocrática para permanecer indefinidamente no mesmo escalão? Só se for algo que valha mesmo a pena ou porque se gosta muito do grupo que vá fazer a coisa. Quanto a nomes, são os do costume, já disseram o mesmo não sei quantas vezes, quem não aprendeu, já dificilmente aprenderá. Sim, eu sei… agora a formação parte das propostas dos professores e das escolas. Mas, com o sistema piramidal de decisão em centros inter-municipais, o resultado final é algo a modos que enfim.

Há quem inove, experimente novas modalidades, convide corpos estranhos às rotinas e disso eu gosto. Ou que dentro das próprias escolas as pessoas se organizem e o seu trabalho extraordinário possa constituir-se como uma modalidade de auto-formação. Mas… ainda são oásis no meio da aridez. E essas vale a penas pagar mais do que o diploma.

tapete-de-arraiolos_1