Novo Dicionário Educacional – Uma Introdução

Todo o pensamento educacional e a própria realidade educativa se explicam na base da dualidade Direita/Esquerda, algo que é conhecido desde tempos imemoriais (Sócrates era de Esquerda, por exemplo, enquanto Aristóteles era de Direita), com especial destaque para abundante produção teórica e exemplos práticos desde tempos imemoriais, leia-se, lá fora desde os anos 60 do distantes século XX e cá dentro desde os anos 70 da mesma centúria. O que escrevo é sobejamente reconhecido e é estruturante na forma como a Educação é encarada e como se organizam todas as teorias pedagógicas e didácticas, bem como o quotidiano de docentes, discentes e parentes. Qualquer cartografia ou mapeamento do campo teórico e científico na áreas das Ciências, Economias, Políticas e Sociologias da Educação se organiza desta forma, em torno de dois pólos antagónicos que, com a sua força repulsiva, eliminam qualquer outra forma de pensamento vivo ou prática possível no campo intermédio entre si. Resultantes desta dualidade maior, desta oposição primordial, temos todas as restantes dualidades que, a seu tempo, serão analisadas neste dicionário, mas das quais destaco duas pela sua relevância: a dualidade competências/conhecimentos (verbete na letra C) e a dualidade processo/produto (verbete comum na letra P) que desaguam, envolvem e se deixam envolver pela questão da avaliação que se divide em boa e ma, conforme o posicionamento de cada um em dado momento político. No tempo presente (Março de 2016). temos que a avaliação boa é a aferição (verbete já produzido) e a avaliação má são os exames (verbete a produzir, letra E). Mas entre 2011 e 2015 foi ao contrário. E antes de 2011 era mais ou menos. Há fenómenos que, por exemplo, só se entendem à luz da oposição Direita/Esquerda, como, só para dar um pequeno vislumbre da problemática, são os casos da autoridade (verbete na letra A) e da indisciplina (verbete na letra I); no caso da Direita a primeira deve existir em toda a organização do sistema educativo a menos que se queira cair num caos esquerdista relativista ou, pior, numa espécie de democracia (ver letra D) nas escolas e a segunda não deve ser tolerada de forma alguma; no caso da Esquerda a primeira é exemplo de fascismo pedagógico (uma variante extrema do conceito de Direita que logo se vê se terá verbete) e a segunda não existe ou é uma projecção irreal de professores com escassa formação ou sensibilidade. Por fim, convém destacar a excepção que confirma a regra, o conceito que consegue unificar Direita e Esquerda em termos educacionais e que é o fim supremo do Sucesso (e que constituirá pelo seu carácter de ómega quase hegeliano, a síntese possível das teses em confronto, a conclusão deste dicionário).

Diario

5 thoughts on “Novo Dicionário Educacional – Uma Introdução

  1. Relativamente ás componentes competências/conhecimentos, eu diria objetivos(variante metas)/competências . De realçar que no caso dos NEE podemos dizer que vai tudo para mínimos/intermédios como defende o João (do Blog Arlindo) numa formaçõazinha que fez e que baralhou o pessoal.

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  2. Há por aí muito maniqueu e não é só desse maniqueísmo…

    Quase já desisti de dizer que se deve, antes de mais, analisar as ideias por elas mesmas, deixando para segundo plano a sua proveniência ou autoria.

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