Currículo Participado?

Iniciativa interessante. Resta saber o que farão com os contributos não institucionais e para quando nos andarão a preparar novos programas, etc, etc. Ou se é para levar isto mais a sério e termos um “desenho curricular” novo. Desde que não seja demasiado transversal, voto sim. Ainda mais se não tiver o destino da iniciativa de há 10 anos, também com o PS no Governo (os contributos institucionais e individuais estão aqui e de muito pouco serviram). Ou ainda de outra iniciativa, mais restrita, de 2010.

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10 opiniões sobre “Currículo Participado?

  1. Esta informação, chegada a 5 de abril de 2016, deixou-me pulgas atrás da orelha por várias razões.

    Considerando excertos retirados da iniciativa, nomeadamente:

    «… o referido inquérito assenta nos seguintes objetivos:

    •avaliar a coerência entre os documentos curriculares das respetivas disciplinas, nomeadamente ao nível das finalidades e dos objetivos definidos;
    •aferir o nível de adequação das conceções e práticas dos professores à filosofia e às finalidades subjacentes aos documentos curriculares em vigor;
    •analisar o impacto dos documentos curriculares no desenvolvimento do currículo e na prática docente;
    •avaliar a eficácia e o impacto dos documentos curriculares e da sua utilização nas escolas e no sucesso escolar dos alunos;
    •produzir recomendações com vista a ajudar à tomada de decisão no que respeita à reformulação dos documentos curriculares.»

    1ª pulga – Como conceber uma análise deste alcance, envergadura e responsabilidade a partir de respostas INDIVIDUAIS?? Se tod@s @s docentes se prontificarem a responder INDIVIDUALMENTE, quando irá o ME acabar/agrupar a informação toda? Ou esta decisão é só para o ME poder dizer que “foram ouvidas/lidas todas as partes envolvidas, blá, blá, blá”??

    «Atualmente coexistem situações muito díspares como, por exemplo, Programas de 1991 em articulação com Metas Curriculares de 2014, Programas de 2001 em articulação com Metas Curriculares de 2014, Programas e Metas Curriculares de 2015.»

    2ª pulga – E a culpa é nossa? A quem se devem estas “situações díspares”? À classe docente não é, certamente, e o ME(C) funcionou sempre assim!

    «Os professores, enquanto agentes principais no desenvolvimento do currículo, têm um papel fundamental na sua avaliação, na reflexão sobre a sua exequibilidade e adequação ao tempo disponível e às reais capacidades dos alunos.»

    3ª pulga – Partindo do princípio de que @s docentes são profissionais e respeitad@s pela sua tutela, como se pode compreender que, na informação enviada para as escolas (mas não mencionada na da iniciativa), se refira «O questionário deve ser preenchido online até ao dia 15 de abril de 2016 …»? Supondo que o questionário vá no sentido dos objetivos traçados pelo ME, que tempo útil tem @ docente para proceder a uma análise comparativa das “situações díspares” e poder responder conscientemente? Ou é para responder tipo totoloto?

    «Neste contexto, o Ministério da Educação promove uma conferência, no próximo dia 30 de abril, subordinada ao tema «Currículo para o Século XXI: competências, conhecimentos e valores, numa escolaridade de 12 anos»

    4ª pulga – Que lógica tem promover esta conferência APÓS a data limite para o preenchimento do questionário? Se esta conferência pretende não esquecer «o contributo daqueles que, no dia-a-dia, o aplicam e conhecem melhor a sua viabilidade», passamos a ter uma pescadinha de rabo na boca: entre 15 e 29 de abril terá o ME tido tempo para “digerir” TODA a contribuição «indispensável e importante», entretanto chegada? Ou partirá do princípio de que, por serem respostas individuais, irá receber meia dúzia? Ou, ainda, será que o questionário (ainda não o li, porque não tenho o código de acesso), depois de preenchido nos levará a exclamar: «Olha! A montanha pariu um rato!»?

    E não! Não preciso de Advantix, Advantage ou Frontline! Tenho cá em casa, para evitar que elas piquem atrás da orelha (ou noutro sítio qualquer)!!

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    1. Não sei lá como é que vão tratar disso, mas as pulgas 2 e 3 fazem-me supor que a colega não quer é que sejamos consultados. Onde é que se diz que a culpa é nossa? Exatamente por não ser nossa é que nos estão a pedir opinião, penso eu de que. Eu já preenchi e não precisei de 2 meses para analisar seja o que for. Conheço muito bem aquilo tudo.

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      1. Ótimo! Tratando-se de questões que irão implicar, penso eu, a elaboração de novos programas curriculares, como o fez? Sozinha ou analisou previamente com @s colegas do seu grupo de recrutamento? Quer partilhar a metodologia usada?
        Obrigada!

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  2. Claro que respondi sozinha? Mas acha que eu preciso do coordenador do meu departamento para opinar sobre o prgrama que eu leciono?
    A metodologia foi sentada no sofá, com o computador ao colo e um chá ao lado.
    Digo-lhe até que a acho muito ressabiada com esta iniciativa, que me parece não só boa, mas a cortar com o desprezo que os sucessivos ministérios têm tido por nós, a começar com a Maria de Lurdes Rodrigues.

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  3. 1 – um programa disciplinar NUNCA é APENAS de um/a docente;

    2- pelo seu conceito de ensino e, de forma mais abrangente, de educação, não admira que considere “boa” esta iniciativa nos moldes de operacionalização em que ela está proposta, que foi ao que eu reagi no meu comentário;

    3- espero que o chá que tomou tenha sido revitalizante e que a traga de volta da letargia em que se encontra.

    4- penso que já deixámos bem definidos os nossos pontos de vista e conceitos educacionais, pelo que dou por terminada a minha participação neste post colocado por PG.

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