Mijinhas Informativas

O Expresso e a TVI têm uma noção peculiar do direito à informação no caso dos papéis do Panamá. Anunciam 240 envolvidos, mas servem-nos a um ritmo que dará para um ano de telejornais e edições de fim de semana. Dizem que é porque estão envolvidas pessoas que não fizeram nada ilegal. Muito bem, assim sendo, qual o problema de o sabermos?

estatua da liberdade

5 thoughts on “Mijinhas Informativas

  1. Ó queridos que mentiram já a gente sabia.
    Mentiram a uma comissão de inquérito, se fosse nos States eram apertados à força toda.
    Aqui?

    “(…)Na edição de hoje, o Expresso, que integra o Consórcio Internacional de Jornalistas, juntamente com a TVI, avança que a Espírito Santo Enterprises foi criada em 1993 e que “Ricardo Salgado e José Manuel Espírito Santo não disseram a verdade à comissão parlamentar de inquérito do BES”.(…)”
    Ler mais:http://www.dn.pt/portugal/interior/saco-azul-do-grupo-espirito-santo-mantido-em-segredo-mais-de-20-anos-5118114.html

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  2. “(…)O que é lamentável é que há mais de 20 anos que andamos com a mesma conversa. Desde que, por pressão das críticas do CDS de Manuel Monteiro, o PSD de Fernando Nogueira apresentou o primeiro “pacote legislativo sobre transparência” na Assembleia da República, que assim que entrou em vigor, em Outubro de 1995, começou a ser alterado e a receber excepções, como as que foram aprovadas pelo então presidente da Assembleia, António de Almeida Santos no Estatuto dos Deputados em relação aos advogados.

    Mas, embora se vão tomando algumas medidas fiscalizadoras e preventivas a favor da transparência da vida pública e política, esta conversa volta recorrentemente ao de cima no debate político. Como foi há dez anos, quando o então deputado do PS João Cravinho entregou no Parlamento o primeiro pacote de projectos anti-corrupção no qual constava já um projecto de lei que propunha o controlo do enriquecimento ilícito, leis essas que foram cilindradas pela direcção do partido liderado então por José Sócrates.

    A imagem que passa é que a tendência é a de abafar e calar os que tentam apertar as regras e a fiscalização, mantendo-se um sistema que, por mais que seja mudado, continua a ser um passador furado. Como é o caso da apresentação de contas à Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos. Até quando é possível o país assistir ao comportamento de uma classe política que empurra com a barriga a regulação real e séria das suas actividades e cria regras realmente funcionais que previnam e combatam a promiscuidade política, o tráfico de influências e outras formas de corrupção?
    Ler mais:https://www.publico.pt/politica/noticia/ate-quando-1728491?page=-1

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