BPI

O acordo da semana passada nunca terá existido. Se aguentamos pagar, mais tarde ou mais cedo, mais uns milhões de milhões à conta dos desmandos angolanos de ulricos&salgados? Eles acham que sim.

Bigorna

Inquérito

Lá acedi, porque fiquei curioso com algumas questões que ouvi a quem preencheu. Esta enche-me as medidas:

Com os documentos curriculares em vigor, consegue planificar atividades que promovem o desenvolvimento de processos cognitivos elevados nos alunos?

Esta é daquelas questões em que se metem o Rossio, o Terreiro do Paço e o Parque Edurdo VII num local de estacionamento em Alfama.

Mas são várias outras em que se percebe bem, pelo modo como estão formuladas, que resposta é a esperada.

Quanto a propostas para o futuro, a consulta é de ZERO.

profpardal

Suspensões

Comentário à sondagem do ComRegras desta semana:

SondaSusp

Uma Questão de Ambiente

Já escrevi demasiado sobre o tema da indisciplina, pelo que tentarei não me repetir e concentrar-me no tema específico desta sondagem.

Sou favorável à suspensão de escola como medida disciplinar por questões de respeito para com a maior parte dos elementos das comunidades educativas (escolas e famílias) e de transparência e bom ambiente nas próprias escolas. Acrescento que sou ainda favorável à transferência de escola em casos de maior gravidade dos comportamentos e quando a relação entre quem infringe as regras e os restantes elementos que o rodeiam na escola está gravemente colocada em causa.

A questão do respeito, prende-se com o facto de, por muito que eu entenda o discurso em torno da necessidade de integração e de uma perspectiva positiva acerca das questões da indisciplina e violência escolar, termos de dar um sinal claro a todos que existem regras de bom convívio que devem ser respeitadas e que as infracções graves, com especial gravidade quando se trata de reincidência, não podem ser apenas “compreendidas” ou “contextualizadas” e tudo se resolver com uma boa palavra e um “vai lá e não repitas o que fizeste”. Isso é para as pequenas falhas, pecadilhos menores. Há que respeitar, por outro lado, as vítimas dos maus actos e não lhes incutir um sentimento de insegurança perante a aparente impunidade dos prevaricadores. Alunos, pessoal não docente e docente têm direito a ser respeitados e a não ser tratados de igual forma, sejam cumpridores ou não das regras de funcionamento das escolas. Assim como as famílias dos alunos devem sentir tanto que quem cumpre está seguro como que quem não cumpre será penalizado.

E isto conduz-nos à questão do “ambiente de escola” que deve ser construído e defendido na base da clara e transparente definição de obrigações e funções, deveres e direitos, sem que se instale uma sensação de “tudo vale” que é fatal para um clima funcional e propício para a vivência de todos nas escolas. Se é verdade que (quase) “tudo se resolve”, isso não pode acontecer com base num relativismo cívico ou ético que equipara agressor e vítima, infractor e cumpridor, porque é mais de meio caminho andado para tudo se tornar difuso e se instalar o sentimento de impunidade.

Dito isto, gostaria de concluir dizendo que a prevenção é essencial para que muitas situações problemáticas não ocorram, assim como há muito defendo que nas escolas deve existir – como vai acontecendo – uma espécie de “corpo” (há quem prefira gabinete) de professores, com apoio de alunos e funcionários, directamente ocupados com o tratamento das questões disciplinares. Para que exista clareza de procedimentos, coerência na acção, assim como rapidez na intervenção. Sendo assim, raramente é necessário muito tempo para que tudo se transforme para melhor.

O PS e a Escola Para o Século XXI

O secretário de Estado (que parece fazer uma conferência para docentes em profissionalização nos anos 90 do século passado*), a secretária de Estado (atentem aos três aspectos que acha relevantes acerca da descentralização), o ministro (que começa por uma reverência ao partido, chamando “catalisadores” aos deputados). E o Albino! A falar da Escola da Ponte :-). Depois não digam que não sabem, não ouviram, não deram por nada.

CatAlice* Ao ver até ao fim, passei pela explicação dos 60% para a presença dos alunos com NEE nas turmas e achei espantoso que se tenha imputado a pessoas da Educação Especial a queixa quanto à escassa presença daqueles alunos nas turmas em que estão inseridos. Mas então, quem define e apresenta os CEI? Brincamos?

A Ler

Accountability: Antecedents, Power, and Processes

Epitomized by the OECD’s Programme for International Student Assessment (PISA) and the US government’s Race to the Top, “accountability” is becoming a pervasive normalizing discourse, legitimizing historic shifts from viewing education as a social and cultural to an economic project engendering usable skills and “competences.” The purpose of this special issue is to provide context and perspective on these momentous shifts. The papers point to historic antecedents, highlight core ideas, and identify changes in the balance of power between domestic and global policy makers.

The OECD as Pivot of the Emerging Global Educational Accountability Regime: How Accountable are the Accountants?

The article analyzes the ideological and political context and mechanisms which have allowed OECD to become a major unchecked power in global educational policy making.

livros

Manuais e Desigualdade

São muitos os que defendem o manual escolar como aquele material que, na sua universalidade, serve para, de algum modo, ajudar a uma igualdade de oportunidades entre os alunos. Discordo em parte, mesmo se percebo a lógica. Assim como percebo quem diz que temos de adaptar as pedagogias aos novos tempos, aos novos meios tecnológicos e à lógica do gaming. Gostava era agora de perceber como é que tudo isso funcionará com os novos manuais que foram anunciados e que têm recursos digitais acessíveis apenas a quem tenha smartphones. e descarregue a ápe.

Muito inteligente, muito igualitário.

Sim, pois, haverá quem diga que agora toda a gente já tem zingarelhos desses. Quem me desculpem, não é verdade. Mas poderemos fingir que sim, para não parecermos “conservadores”.

Animal FArm