Porquê?

“Os directores vão ter de tomar uma decisão e, na maior parte dos casos, vão ter de tomar uma decisão contra a opinião de uma boa parte dos professores nas escolas. É uma situação muito pouco simpática, que cria conflitos que eram perfeitamente evitáveis”, afirma à Renascença o presidente da Associação de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira.

Mas vão ter de tomar porquê? O que os obriga? Convicção nas virtudes de aferição para que daqui a três anos o governo (caso sobreviva) possa dizer que fez os alunos ser aferidos no 2º e 5º ano e no 5º e no 8º durante o seu mandato? Ou apenas porque acham que podem ficar mal no retrato em relação à hierarquia, lixando-se para os seus (ex-?) colegas?

Se a decisão do ME já foi péssima, ao dar o poder aos directores de desprezar a decisão dos Pedagógicos o que dizer de quem já vai para as reuniões com a decisão tomada e nem dá hipótese de qualquer votação ou tomada de posição autónoma dos outros membros do CP?

Há políticas que também se definem – e bastante – pelos processos como se impõem. Tal como certas lideranças.

porco de bibiclete

10 thoughts on “Porquê?

  1. A maior bagunça é não saber tomar decisões que respondam a cada realidade.
    Desde quando não há massa critica na Escola para tomar decisões pedagógicas? Então é tudo malta acéfala que precisa que o chefe (Ministro) tome uma decisão?

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  2. Faz todo o sentido o grande “Porquê”. Entendo o ponto de vista do PG e tomo-o como escorreito.
    Contudo, comete um erro: defende a bondade intrínseca das decisões tomadas em CP. Aí, tenho reservas, muitas reservas. Vejo muitos conselheiros tomarem decisões apoiados mais no seu interesse e do seu departamento, do que em convicções bem enraizadas.
    Seguem muitas vezes o caminho mais fácil e deixam a carga de trabalhos para os demais. Os conselheiros (e conselheiras – não me apetece aturar a Mariana…) replicam no seu pequeno mundo (leia-se departamento) a prática que o PG imputa a algumas lideranças…
    Mas, repito, concordo com o seu ponto de vista.

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      1. Retirava o “quase”. Perdeu-se, de todo, a vivência democrática.
        Acabar com os Conselhos Executivos e impor a figura do Diretor foi um erro. Desde logo porque a tomada de decisão deixou de ser participada. E é sobejamente estudada e reconhecida a importância que a génese das decisões comporta.

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  3. Vale o que interroga na frase começada por “Ou”, pois quanto ao alcance da interrogação anterior tenho as minhas dúvidas que muit@s lá chegassem…
    Quanto à questão democrática, há muito q anda desaparecida. Provavelmente, a proposta de MFLeite foi seguida à risca. Só não se sabe até quando, ou melhor, será até quando “o homem” quiser.

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