O Vira-Casacas Profissional

Não é a primeira e muito menos será a última vez que os princípios e a coerência se subordinarão ao pragmatismo e à sofreguidão por uma qualquer outra coisa. Não comento de forma mais extensa, em especial porque ainda me lembro da intempestiva intervenção em Aveiro, por ocasião do seminário do CNE sobre este assunto e ainda me podiam sair alguns impropérios do teclado sobre a “municipalização boa”.

O sindicalista frisou ainda que os professores vão participar no processo de transferência de competências de toda a escolaridade obrigatória para as autarquias.

Afirmava, há dias, o presidente da Associação Nacional de Municípios que a transferência de competências para os municípios avançaria até 2018 e que esperava que as coisas chegassem a bom porto ‘sem perturbações colaterais’. Não sei se esta referência se dirigia aos docentes e à sua indispensável participação neste processo”, observou Mário Nogueira.

Falando para “os decisores políticos”, o sindicalista assegurou que, “com ou sem gestão e colocação de professores pelos municípios”, os docentes “não deixarão de participar no processo, mas para defender uma verdadeira descentralização”.

Para a Fenprof, esta ação deve ser “uma forma de adequar as respostas educativas aos contextos locais e de combater as desigualdades que decorrem das diferenças económicas e sociais entre as diversas regiões”.

mario_nogueira

8 thoughts on “O Vira-Casacas Profissional

  1. Isto vai mesmo avançar. É inevitável.
    Teremos uma palavra a dizer na salvaguarda de manter nas escolas a autonomia nas competências pedagógicas e a autonomia nas metodologias a usar na sala de aula.
    Os tais 25% de currículo que foram dados ás autarquias e agora querem ser dados ás escolas parece-me bem.
    Espero que os diretores sejam flexíveis e não açambarquem as decisões pedagógicas….mas ouçam todos.

  2. MN é um homem do sistema, diria até do regime. Sabe ir para o lado que os ventos de lá lhe sopram.
    Ainda me divirto com os idiotas que vêem nele o façanhudo protagonista de um “sindicalismo revolucionário e radical”, quando mais não representa que uma válvula de escape do sistema. Que outro papel teve MN no esvaziamento da contestação docente em 2008?…

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