Fica mal ao CDS, ponta-de-lança, extremo e médio distribuidor de jogo dos interesses privados na Educação no anterior mandato, surgir agora a queixar-se de uma inflexão de uma pequena parte das políticas num sentido diverso do anterior. É estranho que quem tanto defendeu o ajustamento da rede pública de ensino se recuse a aceitar que isso se passe na rede privada dependente das verbas do Estado. Não esqueçamos ainda que só por malabarismos na tradução do documento original permitiu dar a entender que a reavaliação dos contratos de associação proposta pelo FMI não era no sentido da sua redução.
Quanto a Passos Coelho, hoje foi dia de romaria a colégios e ao CNE. Não me espantam os destinos, só esperando que no caso de um órgão que se pretende de análise técnica da Educação não surjam declarações políticas de novo. Tal como a FNEprof, embora por motivos diferentes, o CNE deveria abster-se de entrar nesta polémica sem ser no sentido de esclarecer as coisas de modo não enviesado e com informação completa, até porque terá agendado para início de Junho um seminário sobre liberdade de escolha.
Por fim, espera-se que Marcelo Rebelo de Sousa não surja – agora que Isabel Alçada (que em tempos afirmou isto) já recebeu uma delegação dos colégios com 50.000 cartas – a tentar negociar uma nova solução enxertada, tipo manta de retalhos, como aconteceu com as provas de aferição e que acabou com uma confusão sem necessidade.