24 thoughts on “Carta Aberta ao ME

  1. Esta carta reporta-se a uma realidade de há 30 anos. Se ainda sei fazer contas, estamos a falar de 1986.
    Para que conste, sou professor e gosto do que faço. Mas, além disso, tenho boa memória e sei exatamente onde estava em 1986. Era aluno numa escola de Almada. E porque tenho memória sei dizer que alunos havia, que pais havia e que professores havia.
    Começo pelos professores. Em 1986, cheguei a ter dois meses sem aulas, porque não havia professores de tudo. Apareciam às vezes dois meses depois de termos começado e até chegavam alguns com o 12º ano acabado de fazer. Vinha gente com experiência e sem experiência nenhuma. A matemática era frequente termos professores que não tinham conseguido emprego noutro sítio e que a última coisa que queriam era ensinar. Os dos miniconcursos (acho que se chamavam assim) eram os piores. Davam as aulas por frete e divertiam-se a mandar-nos para a rua.
    Pelo meio, tive professores muito bons. Tinha de tudo, tal como hoje tenho colegas de todos os tipos. Havia professores que não nos respeitavam, que nos chamavam nomes e lembro-me de uma que dava erros ortográficos por todo o lado.
    Na minha turma de 9º ano tudo era possível. Fazíamos os possíveis por ter falta coletiva. Combinávamos horas para nos levantarmos todos ao mesmo tempo. Queimávamos as pernas uns dos outros com os isqueiros, que acendíamos sempre que queríamos dentro da aula. Tínhamos lá o Beto. O Beto pegou fogo a um caixote de lixo na sala de aula. O Beto chamou puta a uma professora e ela pôs o Beto na rua. Os pais do Beto nunca punham os pés na escola e não queriam saber. Dentro da escola consumia-se droga à vista de toda a gente. Um dos contínuos passava-nos erva e havia quem soubesse e achasse normal. A indisciplina era a norma Escrevíamos nas carteiras sempre que apetecia. Era normal bater com portas e fugir ao segundo toque. Os mais ousados fumavam às escondidas dentro de salas de aula. Faziam-se túneis nos corredores onde se dava caldos aos mais novos. As miúdas eram apalpadas e partiam-se ovos nas cabeças delas no Carnaval.
    Na minha turma, também estava o Rui. O Rui era bom aluno, mesmo bom, e por isso ninguém queria nada com ele. Apanhava uns caldos nos túneis e só o queríamos para copiar. Se ele não deixava copiar, era ameaçado com porrada.
    Os pais não punham os pés nas reuniões. Nao iam às matrículas. Nós íamos sozinhos e tratávamos disso.
    Tudo isto eram em 1986, o ano em que a Colega Maria do Rosário Cunha viveu o paraíso na terra.
    Eu olho para hoje com muito melhores olhos. Não tropeço em colegas tão desqualificados como os professores que tive. Nem me passa pela cabeça que um aluno possa ter comportamentos como os que eram considerados normais no meu tempo. É raro não ter pelo menos 70% dos pais na minha direção de turma.
    O contexto do bairro da minha escola degradou-se. Os alunos são mais pobres e há bastante desemprego.
    A escola é a mesma. Como diz uma funcionária, a diferença é que o bandido agora é professor lá.
    Gostava que não tivéssemos de levar todos os dias com os amargurados que só sabem dizer que hoje os miúdos não prestam e que já não há respeito. Sou feliz no que faço e as coisas estão melhores. A sociedade evoluiu e há muito maior civismo nas escolas, por muito que alguns insistam em lamentar-se.

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    1. Júlio… poderá ter alguma razão, eu também concordo que muita coisa melhorou.
      Só que a parte “a diferença é que o bandido agora é professor lá” poderá ser autobiográfica, não necessariamente generalizável. Nunca peguei fogo a nada, embora fosse delegado de turma e fosse meu dever defender, em CTurma disciplinares, os idiotas que o faziam.
      Isso ensinou-me a saber relacionar-me com todo o tipo de alunos.

      A diferença… em 1986 eu já não era aluno, mas em 1976 ou 1981 quem fazia merda, pagava. Não pedagogicamente com o chumbo, mas pagava.

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      1. Pagava o quê? Andavam à solta pela escola, aterrorizavam os mais novos em níveis de terror que os que hoje ganham a vida a fazer açoes de formação de bullying nem sonham que existia e, quando eram suspensos, iam passear-se para a escola como se nada se passasse.
        Na minha escola, de então e de agora, consumia-se droga abertamente. Hoje é um ambiente em que os alunos andam seguros.
        Quem fazia merda era impune e hoje também será. Mas a merda é muito menor, ao contrário do quadro assustador que a carta aberta pinta.

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  2. Júlio talvez.. mas hoje para.punir alunos que agridem.professores é um.processo kafkiano.. e olha que naquela altura era raro muito acontecer tal….não esquecer que em 86 só era obrigatório ir a escola até ao 6 ano..deve estar num boa zona para falar de peito cheio..

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  3. Para o Júlio: em 86 a Maria do Rosário, já dava aulas. Em 88, comecei eu. Presumo, por isso, que o meu caro tem muito menos tempo de actividade nesta profissão do que eu, e mais gente. E é esta geração que a nível de professores está a ser queimada. Os que puderam foram embora. Com reformas penalizadas em extremo. Outros , ensandecem… Os mais novos ainda aparecem com uma frescura e uma capacidade que admiro. Ter 40 anos e ainda ser contratado, andar em substituições…. ou já efectivos mas com capacidade para fazer coisas. Acontece que muita gente , mesmo da minha geração continua a dar o seu melhor. Mas o mesmo se passa com médicos, arquitectos, engenheiros…. isto não é a guerra do antes e depois. Na educação, há a permanente ideia idílica da delicadeza das crianças, de que todas querem aprender. Não querem e acho legítimo. Por isso havia o ensino nocturno onde apareciam mais tarde sabendo que tinham perdido tempo e aí voltavam a ser ajudados.
    O que está em causa é saber se o Júlio gostaria de todos os dias chegar a uma escola que está fechada à chave e só entra porque o funcionário o reconhece, e só sai também quando lhe abrem o portão. É assim porque a qualquer momento pode haver novas esperas a professores , como houve, agressões, como houve e sim, depois vem a policia e não se sabe quem foi, mas percebe-se o recado, ou todos os dias ser mandado pró caral… por alunos cujos pais não vão à escola, que dizem que a mãe é uma put…, e por isso, são coerentes, o restante ser humano deve ser tratado como tal. Isto acontece nas escolas do grande Porto e da grande Lisboa, que são os casos que conheço mais de perto. Não, não me venha com os exemplos da sua escola…. todas essas habilidades as fizemos, mas nada se compara com a violência actual. E sim, andei em algumas das escolas, como aluna, do grande Porto, onde até por motivos políticos havia rixas, agressões entre estudantes. Mas nunca um professor foi insultado, agredido, e sim, também os tive incompetentes. Aliás, na Faculdade ainda mais. Cumprimentos.

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  4. É verdade ERS. Fomos alunos e somos professores na Escola Pública, onde é tudo exactamente assim. Talvez o Júlio além de andar nisto há menos tempo, esteja numa escola de excepção. Houve e haverá sempre incompetências em todas as profissões, o que houve e já quase não há é aquele ensinamento que passava de pais para filhos, ‘O RESPEITO PELOS MAIS VELHOS’, independentemente da sua função e especialmente se fossem professores. E também tive bons e menos bons professores e nem por isso alguma vez lhes faltei ao respeito, o que ainda hoje exijo aos meus filhos, gostem ou não de quem os ensina.

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    1. Lamento perceber nas palavras da professora Maria do Rosário Cunha, o desalento e desencanto que sente após tantos anos a ensinar. Concordo que a entrega de muitos professores à escola não é devidamente reconhecida e valorizada e é ingrato que assim seja. Mas não posso deixar de pensar que tal como há miúdos que não querem estar na escola, também há e, talvez sempre tenha havido, professores que nunca o quiseram ser, no verdadeiro sentido…Não posso deixar de dizer que todas as pessoas são dignas de respeito (até descapitalizarem um saldo inicial positivo…)
      e o que vejo hoje, em muitos contextos, é que o respeito é assim uma espécie de “imposto”: há os que devem e os que recebem, sem reciprocidade…

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  5. O respeito é devido a todos sem excepção. Provavelmente não me fiz entender. Fui e serei sempre a primeira a respeitar todos e não há nenhum aluno que por mim tenha passado que possa dizer o contrário. O que eu disse é que continuo a respeitar acima de tudo as pessoas mais velhas, incluindo e especialmente os meus pais e professores que de uma forma ou de outra foram os meus mentores. Sim, há alunos que querem a escola e a respeitam como é devido a quem é o garante de uma sociedade. Torno a dizer o que referi na minha intervenção anterior que em todas as profissões há os que vão de coração e os que lá estão porque não encontraram mais saídas. Mas isto não é motivo para se levianamente dizer e pensar que mesmo aqueles que não queriam ser professores, não exerçam a profissão com a devida competência. Todos são realmente dignos de respeito, o problema é que uns são hoje menos dignos (professores) do que outros nesta sociedade que conseguiu finalmente arranjar um bode expiatório para o mal da educação. Não, o respeito não é de todo um “imposto”, antes uma obrigação.

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    1. Cara professora Maria do Rosário, não cheguei a congratulá-la pela coragem de fazer esta declaração. E, sem a conhecer, posso imaginar que tamanha “fúria” que sobressai no seu texto, vem de uma intensa dedicação…Eu assusto-me com a realidade que descreve, e tais situações de “deliquência” devem ser denunciadas. Suspeitamos que existem e ocorrem mas não são faladas abertamente. Mas eu vejo outra face da realidade, pois não deixamos de ser quem somos mais as nossas circunstâncias. Vejo uma escola que, desculpem o lugar comum, ainda está muito fechada sobre si mesma. Eu sou mãe, desculpem estar aqui, em modo de intrusa, mas é que eu verdadeiramente não compreendo porque não se rebelam, porque tudo nas escolas, aos olhos dos pais, é apresentado como inevitável, “impossível” de ser alterado sem ordem ministerial…Nunca vi professores e pais do mesmo lado, mas do que conheço, nunca fomos convidados a trocar umas ideias. O ministério manda na escola, e na escola manda o director…os pais esses não são tidos nem achados, a não ser que os seus filhos tenham “cometido” algo reprovável…Gostava que não fosse assim…Bem haja

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  6. E concordo com o Paulo Guinote. Também já não era aluna em 86, mas antes como é referido quem “fazia merda” pagava mesmo. E o que é certo é que resultava sempre numa melhoria. E continuo convencida que o Júlio estar numa escola que ficou com a nata dos nossos alunos. Ainda bem, pois será bem mais novo e terá muito mais competências para levar adiante esta nossa missão. E garanto-lhe Júlio que não pinto um quadro assustador. Eu e muitos com quem partilho as minhas mágoas em relação ao ensino, de várias escolas e vários locais, vivem diariamente esta realidade assustadora como diz. Alguns há que já foram hospitalizados por causa do tal quadro que diz que pinto. Mas isso não é bom que conste nem que seja dito na comunicação social, como tão depressa se fala e se divulga até cansar uma insónia de um aluno porque o professor fala muito alto.

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    1. Ó colega, desculpe lá, mas vou ter de repetir outra vez: não trabalho com nata nenhuma. Trabalho na fronteira com um bairro problemático, com problemas de delinquência. Só na minha direção de turma tenho dez alunos com os dois pais desempregados e três acabados de aterrar em Portugal. Sei bem do que falam quando falam de dificuldades.
      O meu único ponto é que nada disto é novo e não acho que o mundo tenha mudado para pior desde 1986. A escola é hoje um lugar mais seguro e com mais regras. Com o devido respeito, o que temos é cada vez mais professores com menos energia e motivação para enfrentar desafios semelhantes aos de 1986. Fico feliz por ainda encontrar alguns dos meus professores da altura com o mesmo entusiasmo e sem se terem deixado corroer pelo desgaste.

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      1. Eu sabia que havia professores que tinham votado no PàF. Até que enfim que encontrei um. E a única coisa que tenho a dizer-lhe é: adeus.

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      2. Já agora: tenho 35 anos. Continuo contratado. Mas não é por isso que tenho opiniões nauseabundas como as que o levam a escrever esta nojeira: “Fico feliz por ainda encontrar alguns dos meus professores da altura com o mesmo entusiasmo e sem se terem deixado corroer pelo desgaste.”.

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  7. Trabalhe ou não com a nata, completamente em desacordo que a escola seja hoje um lugar mais seguro. Nunca vi tantas vezes a polícia nas escolas, nunca tinha visto professores a fecharem-se em salas para se protegerem até chegar a escola segura, nunca tinha assistido a agressões violentíssimas tanto físicas como verbais. E não, não temos professores sem energia ou motivação, temos sim professores cansados de remar contra uma corrente de faz de conta que se ensina, e esses meu caro, os que ainda seguram este edifício que é a escola são os que há 30 anos lutam pelos seus alunos e pela escola pública, que andaram de mala às costas e foram ‘pau para toda a colher’. E nem compare os desafios ( esses queríamos nós ainda enfrentar) da década de 80, com as atrocidades deste século.

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    1. O ambiente em algumas escolas EB23 agravou-se substancialmente. Convém não ignorar o contributo dos mega neste cenário. Algumas já há muito que eram escolas difíceis, outras eram potencialmente, mas as coisas andavam mais ou menos controladas. Hoje são escolas de ninguém, com alunos, professores e auxiliares em auto-gestão.

      Não vai melhorar.

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  8. O Daniel disse tudo sinteticamente..se há quem encare a profissão como secfosse um.missionário lamento..já dei para esse peditório..a escola não é a razão de viver..há a familia os amigos a vida..mas respeito quem quiser ser d.quixote e lutar contra moinhos…faço o que posso 53 já pesam..mas tenho a sorte de estar numa pequena escola não mega…familiar..muitos não têm tal sorte..escolas como.o cerco leonardo coimbra belavista etc são um tormento para quem lá cai..

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  9. Bem dito Daniel, “escolas de ninguém”. E sem dúvida que os mega vieram agravar tudo e não vai melhorar mesmo. E concordo com bulimundo, também respeito os D.Quixotes que continuam a enfrentar moinhos de vento, já contribuí muito mais do que era física e psicologicamente sustentável, já dei tudo, aliás dei demais. Agora a família, os amigos a sanidade mental têm toda a minha atenção. RF, parabéns pelo seu sucinto e tão acertado comentário.

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  10. Agradeço Sam Tobias, mas eu acho que todos devíamos ter coragem para fazer o que eu fiz. Enquanto não me amordaçarem irei sempre dizer o que vejo e sinto, melhor, irei sempre defender os nossos estudantes contra esta promiscuidade que se instalou nas escolas. E é verdade, a rebelião pode sair-nos muito cara. Mas o sistema foi de tal ordem manipulado, que pouco podemos fazer. Por isso eu denuncio desta forma. Mais ainda, esta carta foi enviada para todos os órgãos de comunicação e como constatam, nenhum ainda tocou no assunto. Apenas o Professor Santana Castilho me respondeu mencionando que partilha deste meu desalento, desta minha angústia, dizendo-me que não desista.

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    1. Caro Júlio: sem querer personalizar…dá aulas há quantos anos? E em que local? ( em muitas escolas do interior, e algumas de classe média alta nas grandes cidades , este clima de violência não existe ainda, mas vai havendo indícios). Depois, não leve a mal o seguinte: sou das que em muitos anos achei que muitos professores eram e são incompetentes, ignorantes, pouco cultos e sabem defender-se mal. Contudo, há algo que não esqueço: por pior que se seja como profissional, e em qualquer profissão, não merece, como ser humano, ser espezinhado , insultado, agredido fisicamente e humulhado. Chama-se a isto empatia e solidariedade para com colegas que posso não respeitar profissionalmente ; contudo, são pessoas. E que passei a defender de unhas e dentes por achar que não se pode deixar evoluir este tipo de situação.
      O Paulo Guinote lembrou-lhe que em 86 nada era como agora. Em 88, quando comecei, nada era como agora. Explique-me a razão que encontra,para tantos professores terem pedido a reforma com penalizações brutais e vários pediram rescisão que, ainda por cima, não foi concedida a muitos e nem se perceberam os critérios. O que acha que” faz correr sammy “, leia-se, o que faz correr para fugir da escola, os professores, na sua maioria?
      De resto, só lhe posso dar os parabéns por estar numa escola onde se sente seguro, e onde lhe apraz ensinar, e onde funciona tudo como…. em 86. Não estou a ser irónica. Cumprimentos.

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  11. E apenas mais uma achega, eu não deixai de adorar ensinar, só não consigo encontrar muitos que queiram aprender. E segura é evidente que não me sinto, sinto-me enxovalhada, insultada e acima de tudo cada vez mais impotente.

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  12. Júlio, já bem antes de 1986, 79/80 se passava o mesmo na Escola Secundária do Entroncamento. Havia locais dentro da area escolar que era impensável para os mais novos ( sétimos e oitavos anos principalmente) de se aventurarem por lá…

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  13. Sim, António Cipriano. Não me surpreende. E porquê? Essa escola apanha desde classe média a etnia cigana que vive em bairros próximos. Actualmente, o ambiente do pré-escolar e do 1º ciclo nesse agrupamento está bastante mau …. nada que se compare com 79, ou 86. E não, não dou aulas aí. Mas seu de quem dê. Conheço bem essa zona.
    E nota: quando falo de etnia, cito o relatório da escola onde lecciono que a Inspecção, em relatório deste ano mas que afere e avalia o meu agrupamento ( norte do país) a nível nacional, considera que é uma escola de sucesso precisamente na integração que faz de grupo de etnia. sic. Uso a nomenclatura oficial. Já agora, não são apenas esses que dificultam a integração dos demais, há bairros de “branquinhos” como eu gosto sempre de salientar, que fazem tanto ou pior do que eles, os tais , da etnia. Ora, como se obriga miúdos que nem sequer querem ir à escola e apenas vão por causa dos pais terem de os pôr na escola , com prejuízo de , não cumprindo tal, perderem os subsídios a que têm direito?E escrevi “pôr” ,on purpose: os putos, alguns com 17 anos, estão no 5º ano à espera de ter 18, para se livrarem do suplício de irem para uma escola que nada tem que ver com as regras e valores que são os deles. Isso é logo dos primeiros erros: quererem que os nossos valores sejam os deles. As raparigas continuam a casar aos 13 anos, ou 14, e abandonam a escola.

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  14. Subscrevo o que diz António Cipriano e ERS, salientando que estes vivem entre nós há muitas décadas e como sabemos, a grande maioria continua a não aceitar as regras mais simples da sociedade, preferindo viver à margem, infringindo tudo o que é possível. Mas com são sempre sustentados continuam. Como querem agora a integração nas escolas? Será que guardam na gaveta algum milagre de última hora ou é só mesmo para acabar connosco e com os infelizes alunos que com eles são obrigados a partilhar as salas, os refeitórios, os recreios e sem reclamar ainda os seus pertences???????

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