ADSE

É uma das bestas negras – com a CGD, RTP, TAP – de um grupo de gente que pretende destruir um conjunto de intituições – muitas outras já foram – que eles consideram simbolizar o papel do Estado na sociedade e economia. No caso da ADSE, essa sanha mistura-se com o ódio profundo aos funcionários do Estado, querendo-os proletarizados, precarizados e completamente vulneráveis a todo o tipo de pressões e seduções externas. Um pouco como fazem com grande número de políticos. A sua destruição é um desígnio que muitos, mesmo no PS, partilharam e ainda partilham, sendo curioso como é que algo que dizem não ser sustentável serve para pagar contas de outros. O Tribunal de Contas apenas veio sublinhar o óbvio.

guilhotina

 

3 thoughts on “ADSE

  1. Recebido por mail,

    “A Comissão encarregada de elaborar um estudo sobre o futuro da ADSE apresentou 3 possibilidades e com nenhuma delas estamos de acordo. As possibilidades apontadas pela comissão são as seguintes: a) extinção da ADSE; b) mutualização; c) passagem a seguro de saúde gerido por uma seguradora, isto é, privatização.

    Para essa comissão a possibilidade de passagem da ADSE a Instituto Público com participação na gestão de representantes dos funcionários públicos no activo e aposentados não mereceu reflexão.

    Aos beneficiários da ADSE nenhuma das três hipóteses apontadas pela comissão serve, nem mesmo a que aparentemente parece menos má – a mutualização – uma vez que a própria comissão aponta que no caso dessa opção “os beneficiários, organizados como uma mutualidade ou de outra forma, poderiam contratar uma operadora de seguros de saúde privada para gerir a ADSE”.

    Aos beneficiários da ADSE interessa uma solução que lhes garanta que a ADSE se mantém na esfera do estado porque, conforme a própria comissão reconhece no seu relatório, a ADSE faz parte do estatuto das relações laborais do Estado com os seus trabalhadores, e só desta forma se poderá garantir que esta não venha a ser capturada pelos privados. Assim, a solução que se afigura mais adequada é a criação de um Instituto Público de gestão participada.

    Decorre até dia 14 de Junho o período de consulta pública e é tempo de apresentarmos o nosso protesto sabendo que quantos mais formos a expressar a nossa opinião maior será o impacto do nosso descontentamento.

    Sugerimos que no sítio da ADSE na internet (http://www.adse.pt/page.aspx?IdCat=460&IdMasterCat=4&contentid=830), onde está disponível o relatório da comissão que se encontra em discussão pública até 14/06/2016, no espaço reservado coloquem um texto com um teor igual ou semelhante a este:

    Discordo das 3 hipóteses colocadas pela comissão de reforma do modelo da ADSE que não integrou representantes dos beneficiários e financiadores do sistema, motivo pelo qual não lhe reconheço legitimidade para retirar conclusões. Defendo a passagem da ADSE a Instituto Público com participação na gestão de representantes dos beneficiários no activo e aposentados.

    Também poderá dirigir-se directamente à comissão, usando o texto sugerido ou outro que julgue adequado, através do endereço de email da própria comissão (comissao.reforma@adse.pt).

    Este é apenas o início duma luta que teremos de travar sabendo que o fim da ADSE será também o colapso do Serviço Nacional de Saúde.”

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  2. Os comentários no Público revelam bem a ideia infelizmente muito disseminada de que os funcionários públicos não pagam impostos. Há alguns comentadores informados, felizmente. Mas incomoda ler o tom de alguns comentadores.

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