A Memória dos Rostos

Damos aulas a milhares de alunos ao longo dos anos. Quanto mais novos os temos, mais eles se transformam e transfiguram. Quando lhes perdemos o rasto, porque vivemos e passamos a trabalhar em outras terras, nem sempre os reconhecemos quando com eles nos cruzamos. Por vezes, basta um punhado, duas mãos cheias, de anos e @s petiz@s de 11 anos transformam-se em adolescentes e depois em jovens adultos. Eles ainda se lembram de nós, nós nem sempre. Hoje revi uma aluna, que reencontro esporadicamente, nem sequer minha aluna, mas apenas amiga de alunas minhas, com quem acabo sempre a trocar actualidades sobre a sua antiga escola, que ainda é minha, e junto da qual viveu até há pouco tempo. Nota-se de quem ela se lembra e, em especial, aquela ligeira amargura de nem sempre ser reconhecida por quem lhe deu aulas. Expliquei-lhe isto mesmo. Nem sempre é possível recordar tantos rostos, seguir-lhes a mudança, reter os nomes e todas as circunstâncias. No meu caso, é quase certo que me lembre do local da sala onde se sentavam e da inicial do primeiro nome. O meu ficheiro ainda funciona, mas longe da perfeição.

rostos

3 thoughts on “A Memória dos Rostos

  1. Este ano tive uma assistente operacional e uma doutora que foram ambas minhas alunas. nem quando mo disseram as reconheci. Completamente apagadas.
    Bom,
    tratei uma por dona QQ e outra pelo nome. Enquadro-as agora nas suas novas funções.

    Gostar

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